segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Telecine oferece assinatura fora da TV paga para concorrer com Netflix


Publicado originalmente no site Antenados na Sky e Cia, em 08/08/2017

Telecine oferece assinatura fora da TV paga para concorrer com Netflix.

Para concorrer com a Netflix, a programadora Globosat vai permitir que as pessoas assinem os canais de filme Telecine independentemente de um pacote de televisão paga. Os consumidores vão poder assinar os canais de filme diretamente do aplicativo Telecine Play.  As informações foram divulgadas pelo jornal Valor Econômico, em matéria publicada nesta segunda-feira (7).

Até então, só é possível contratar os canais Telecine a partir da assinatura de um pacote de televisão paga. Depois de contratado o serviço, o consumidor pode assistir aos canais na televisão ou em dispositivos eletrônicos, como smartphones, e, neste último caso, é preciso inserir seu login e senha de assinante do pacote de televisão paga.

A ideia da Globosat é inverter essa lógica. Segundo o jornal Valor Econômico, a programadora vai permitir que qualquer pessoa com acesso à internet assine os canais Telecine, independente de ter um pacote de TV paga. A medida surge para concorrer com a Netflix e outros serviços de streaming, que já utilizam a lógica de assinatura digital.

O preço, porém, deve continuar alto. Para não desagradar as operadoras de televisão, que vão continuar a oferecer o pacote em seus serviços, o preço da assinatura individual do Telecine Play será o mesmo praticado pelas operadoras de televisão por assinatura.

Ainda segundo o jornal Valor Econômico, a Globosat estuda lançar o mesmo formato para outros canais da grade da programadora, começando pelos de esportes, em especial o Combate Play, que transmite lutas do UFC. 

Texto reproduzido do blog: antenadosnaskyecia.blogspot.com.br

Presidente da Sky anuncia serviço de streaming

Luiz Eduardo Baptista, presidente da Sky.
Karime Xavier/Folhapress.
      
Publicado originalmente no site do jornal Folha de S. Paulo, em 13/07/2017.

Presidente da Sky prevê acordo com canais e anuncia serviço de streaming.

Por Nelson Sá de São Paulo.

Ainda ecoa a frase de Luiz Eduardo Baptista, da operadora Sky, sobre a Netflix, há três anos: "Se começarem a incomodar, podemos comprar esses caras". Ele diz que era brincadeira, mas ela se tornou prova da recusa da internet pelo setor de TV paga.

Não mais, informa Baptista. A Sky lança em 2018 um serviço só pela internet, não de filmes e séries como a Netflix, mas de canais. Uma TV paga em streaming, formato que vive "boom" nos EUA, com novos serviços da DirecTV, controladora da Sky, e até do Google (YouTube TV).

O executivo enfrenta questões mais imediatas, como a ausência de Record e SBT da grade da Sky, em confronto iniciado por elas "que acabou sendo ruim para todo mundo". Baptista diz que o acordo está próximo, agora que elas se mostram "flexíveis".

Em entrevista, fala ainda da estreia de novos canais, possibilitados pelo investimento em infraestrutura.

Folha - Nos EUA, foi lançada uma série de serviços de TV paga pela internet: DirecTV Now, YouTube TV, Playstation Vue. Já está no radar, aqui?

Luiz Eduardo Baptista - O DirecTV Now vai vir no ano que vem para o Brasil. O nosso processo é de lançar lá, ver quais são os "bugs", os problemas. Na hora em que a qualidade do serviço se normalizar, vai chegar ao Brasil. Será um produto que você não vai precisar de equipamento, como hoje. São serviços diferentes, ainda que possa haver coincidência do conteúdo.

DirecTV Now significa entregar o conteúdo linear [canais] por meio de streaming. O desafio no Brasil é que a qualidade da banda larga é uma em São Paulo e Rio e não é a mesma no resto do país. Será mais desafiador que nos EUA, que tem infraestrutura.

A Sky investiu R$ 1,3 bi em novo satélite e centro de transmissão. Quando foi tomada a decisão o país estava melhor?

Se a gente não tivesse decidido em 2013, estaria em maus lençóis hoje, independentemente de como o Brasil esteja. A empresa está aqui há quase 21 anos e pretende ficar outros tantos. Para o futuro, honestamente, não sei se a gente vai ter outro satélite, porque mudou tanta coisa, não tinha Google, Facebook, iPhone. Mas ele, combinado com o centro, permite acabar até o fim do ano com o hiato entre o sinal SD [definição padrão] e o HD [alta definição]. E o novo satélite dá mais espaço, é como se você tivesse uma sala mais ampla.

Serão quantos canais novos?

Cinquenta até o fim do ano, canais que as pesquisas apontaram que a gente deveria ter. Por exemplo, Dog TV. A gente não se toca, mas o Brasil é o segundo mercado em produtos "pet". Claro que é nicho, como é na TV por assinatura. Outro é o Vice, com conteúdo para "millennials", com o qual a Globo também fez um acordo, para se modernizar.

Em que pesem todas as dificuldades que a gente tem no país, a vida vai continuar. A gente acredita no filme do Brasil, não está tomando decisão baseado na foto do Brasil.

Quanto aos canais do Simba, Record, SBT e RedeTV!, houve avanço nas negociações?

Houve. Primeiro se declarou guerra para depois vir conversar. A tendência é de aproximação. A gente está otimista de que possa chegar a um acordo. O novo interlocutor, determinado por eles, é egresso de TV por assinatura. Entende que existe imposição legal para poder cobrar do cliente. Que temos limitações, que não é simplesmente a vontade de pagar ou não. Se você perguntasse dois meses atrás se isso chegaria a bom termo, eu diria que seria impossível. Hoje, a gente nunca esteve tão próximo de um acordo.

Foi o novo interlocutor, Ricardo Miranda, ex da própria Sky, que reduziu o desencontro?

Houve uma combinação de coisas. Acho que está claro, para os participantes do Simba, que foi um desastre o que fizeram. Porque perderam audiência e anunciantes. Esse é um jogo que acabou sendo ruim para todo mundo. Afetou a gente, mas com certeza menos do que as redes abertas. Segundo, o Ricardo chegou e deve tê-los ajudado a entender como funciona a TV por assinatura. O desafio é monetizar, convencer o cliente a pagar.

Como foi o impacto?

O primeiro estresse foi: "Onde é que está meu canal?". Era natural que as pessoas ligassem para perguntar. O que houve, nos primeiros dias, foi um volume três vezes maior de chamadas para saber onde estavam esses canais.

Passados os dias, o cara tem que tomar decisão: "Continuo ou cancelo a assinatura?". No caso da Sky, a gente perdeu algo como 15 mil assinantes, que alegaram estar cancelando por isso. Mas a gente não fez disso um problema. Para quem tem seis milhões de assinantes, 15 mil, ainda que a gente não quisesse perdê-los, saiu relativamente barato.

E depois é vida que segue. A gente vai acabar chegando a um acordo com o pessoal do Simba, eles estão mais flexíveis, mas vai ser muito diferente do que imaginaram, uma fração. A gente nunca quis derrubar os canais. Eles é que disseram: "Derrube, que não quero continuar no ar".

Qual é o percentual de participação do Grupo Globo na Sky?

A Globo é proprietária de 7%, mas não tem nenhuma interferência na gestão de conteúdo ou do negócio. A relevância que a Globo teve há 12 anos, quando era controladora, foi se diluindo. O controle é da AT&T, que comprou a DirecTV nos EUA e é proprietária de 93% da Sky no Brasil.

Existem canais de conteúdo nacional, nesses novos?

Olha, eles são baseados no que os assinantes queriam e não havia demanda por canais nacionais. Mas tem canais que a Globo faz, tem novos canais de todos os tipos. Dentro de cada um, até por questão regulatória e legal do Brasil, você tem que ter um pedaço de conteúdo nacional. Eles abrem oportunidade para quem quer desenvolver conteúdo para cães no Dog TV, para o Home and Garden.

Mas o desafio hoje está muito mais nos recursos para que você produza conteúdo nacional do que no acesso à plataforma. O cara não consegue produzir. A maior parte do dinheiro para conteúdo nacional vinha por incentivo [fiscal]. Com a queda de lucratividade das empresas, começa a minguar o dinheiro. É uma coisa preocupante, para quem produz conteúdo nacional. Mas eu acredito que, do ponto de vista sistêmico, o lançamento de novos canais vai abrir a possibilidade e a necessidade de produção local.

Por parte dos próprios canais?

Eles terão que botar dinheiro para desenvolver conteúdo nacional. Eles sabem disso, tanto que decidiram vir.

Sobre o Netflix e aquela frase sua, "Se começarem a incomodar, podemos comprar esses caras no Brasil"...

Isso foi mal interpretado. Era uma brincadeira. A Netflix nunca seria vendida numa só localidade, pela natureza do seu negócio. Agora, o nosso negócio no Brasil é algumas dezenas de vezes o da Netflix aqui. E o conteúdo que a Netflix entrega é, na verdade, complementar ao nosso. A Netflix é muito mais concorrente de uma HBO ou de um Telecine do que da Sky. É uma geradora de conteúdo. Imagina se, além de HBO e Telecine, eu pudesse vender Netflix na Sky? Isso é uma possibilidade.

Texto e imagem reproduzidos do site: folha.uol.com.br/ilustrada

sábado, 12 de agosto de 2017

Existiria um PTV: Partido da Televisão?

 Tiago: tem recebido convites e pode entrar na política.

 Fábio: quer ajudar partido a chegar na Câmara Federal.

Gilmar: está no mandato e buscará reeleição.

Publicado originalmente no site do Cinform, em 08/09/2017.

Existiria um PTV: Partido da Televisão?

Por Anderson Christian

Apresentadores que são políticos ou que querem ser: será que a TV os ajuda a se eleger?

“Quem não é visto, não é lembrado”. Essa máxima vale para quase todas as situações. Mas, na política, ela é quase que uma regra de ouro, uma vez que a atividade pública exige que as pessoas que estão em cargos eletivos ou não se mantenham na lembrança da população que, a cada dois anos, se transforma em eleitora dos políticos nossos de cada dia.

Assim sendo, será que há algum desequilíbrio entre candidatos que também são apresentadores de programas televisivos em relação àqueles que não possuem essa atividade em sua lida cotidiana?

“A legislação eleitoral proíbe a participação em período eleitoral justamente para evitar desequilíbrios. A lei define prazos que são entendidos como razoáveis, a legislação acha que é o suficiente para equilibrar o pleito”, diz Eunice Dantas, da Procuradoria Regional Eleitoral – PRE.

Pé-pé-pé. 

Gilmar Carvalho, atualmente sem partido, é deputado estadual e, ainda que não diretamente, herda uma tradição que começou com o radialista Laércio Miranda, falecido em 2008. Laércio, nos anos 1980, quando, se envolveu na política, elegeu-se vereador e chegou a deputado estadual em 1990. Tudo muito fundamentado em sua atuação na Rádio Jornal.

Eleito suplente de deputado estadual em 2014, desde o início deste ano Gilmar é deputado de fato. Interessante é que ele está na televisão, no programa Cidade Alerta Sergipe, da TV Atalaia, desde 2016. Mas não acredita que isso seja decisivo no sucesso eleitoral. “O que dá vantagens ou desvantagens a qualquer um na política é o serviço que ele presta ou deixa de prestar”.

E Gilmar prossegue. “Se a TV fosse tão certeira assim numa eleição, qualquer apresentador e poderia ser governador e até presidente. A TV é apenas um instrumento. Dizer que só a TV elege, é um exagero. A TV e o rádio são excelentes instrumentos. É preciso saber que serviço você presta. E a população sabe discernir isso”, analisa Gilmar Carvalho.

“Sou da comunicação". 

Outro integrante da TV Atalaia, apresentador do Balanço Geral Manhã, é o ex-prefeito de Socorro, Fábio Henrique. “Mas antes de ser político eu já era radialista. Sou da comunicação, com muito orgulho”, diz Fábio, que ainda exerce a função de secretário de Estado do Turismo. “Mas antes de assumir esse novo desafio, conversei com o governador (Jackson Barreto) e com o pessoal na TV. Tenho independência e faço questão de registrar que Jackson jamais pediu que eu mudasse nada em meu programa e na minha postura”, frisa Fábio Henrique.

De toda forma, Fábio não considera que há uma relação tão intensa entre apresentação de TV/quantidade de votos por uma razão que ele mesmo expõe. “No momento estou preocupado em fazer bem feito esse novo desafio profissional na comunicação e em deixar minha marca na secretaria de Turismo”.

Mas quando a pergunta é objetiva, ele não se esquiva: será candidato em 2018? “O meu partido, o PDT, precisa de candidaturas a deputado federal. Eu buscarei contribuir com minha candidatura também. Mas só discutirei política no ano que vem”, define Fábio.

Novinho. 

O outro personagem da reportagem é o apresentador Tiago Helcias, também da TV Atalaia, que comanda o Balanço Geral Tarde. “Olha, a televisão pode ser um impulso muito bom. Mas essa coisa da política tem que vir de fora para dentro, não pode ser apenas a vontade de ser candidato. Tem uma série de fatores”, avalia Tiago.

Tiago: tem recebido convites e pode entrar na política
Para ele, existem exemplos disso. “Bareta, na minha opinião, está entre os melhores apresentadores de TV do Estado. Mas, na política, não deu certo. Portanto, tem muito mais coisas para serem analisadas do que apenas considerar que, por star na TV, pode se candidatar e vai ganhar”. Mas estaria Tiago Helcias a ensaiar uma candidatura. “Não nego que os convites existem. E é como eu digo, tem que ser de fora para dentro. Lideranças comunitárias me falam que querem me apoiar numa eventual candidatura. E eu estou avaliando tudo isso, inclusive o cenário político, que indica que a população quer renovação. Mas vamos ver mais à frente”, diz Tiago.

Aliás, quanto a essa ligação entre política e TV, um outro grande apresentador e jornalista sergipano, que preferiu o anonimato, tem uma argumentação interessante para descolar a imagem de que quem é apresentador, ganha eleição e ponto. “A população quer um jornalismo que cobre, que investigue, que vá para cima do poder público. Não quer um jornalista que seja o próprio poder público. O povo sabe discernir muito bem isso”, revela o apresentador.

Barbas de molho. 

Pelo sim, pelo não, vale o aviso para os apresentadores e para a população: a qualquer sinal de abuso do poder de um veículo de comunicação de massa e concessão pública, como são as emissoras de televisão, a punição pode vir por aí. Ou, como diria o citado Bareta: “a cana é dura”!

“A legislação impõe parâmetros, iguais para todo mundo. Mas nós analisamos caso a caso para saber se houve abuso. Já tivemos um caso, o do ex-prefeito de Capela, Sukita, que foi investigado e nós constatamos que houve, sim, abuso. E era no rádio, só que distribuía prêmios”, recorda a procuradora Eunice Dantas.

Para ela, tudo bem que os apresentadores sejam candidatos ou que os candidatos sejam apresentadores. “Nós vamos analisar caso a caso, sem nenhuma dúvida”, frisa Eunice Dantas. Portanto, senhores apresentadores, com a chegada de 2018, das eleições, saibam se portar diante da câmera, do microfone e, finalmente, diante de seus respectivos públicos. Porque, em caso de abuso, a PRE pode fazer de um “campeão de audiência”, um “campeão” de processos eleitorais.

Texto e imagens reproduzidos do site: cinform.com.br

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Antiga grade de programação da TV Sergipe

Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/
Prefeitura Municipal de Aracaju/Revista Aracaju.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do Professor Eudo Robson.

sábado, 15 de julho de 2017

terça-feira, 20 de junho de 2017

Jornal Nacional estreia em casa nova

 William Bonner e Renata Vasconcellos no novo estúdio do JN. 

 Nova redação da Globo integra jornalistas de TV e internet.

Fotos: Globo/João Cotta.

Publicado originalmente no site G1, em 19/06/2017.

Jornal Nacional estreia em casa nova.

Estúdio fica no centro de uma redação com 1.370 m², que integra equipes da TV e internet.

Por G1

OJornal Nacional desta segunda-feira (19) foi transmitido do novo estúdio do telejornal, que fica no coração do recém-inaugurado prédio da Redação de Jornalismo da Globo no Rio de Janeiro.

Com a tecnologia a serviço da notícia, o cenário foi montado dentro de um espaço totalmente novo, que reúne jornalistas de TV e da internet.

A redação é composta pelas equipes da Editoria Rio, G1 Rio, Bom Dia Brasil, além do Jornal Nacional, e foi projetada para tornar mais eficiente o fluxo de informação e dar agilidade à produção para diversas plataformas. A GloboNews tem no local um posto avançado, para facilitar a integração com a cobertura de notícias relativas ao Rio.

“Nosso primeiro compromisso é com o jornalismo e é significativo que, no auge de um período crítico da vida nacional, estejamos inaugurando um moderno estúdio de jornalismo na Globo”, disse Roberto Irineu Marinho, presidente do Grupo Globo, durante a inauguração do prédio, na tarde desta segunda-feira, reafirmando também o compromisso da empresa com a verdade, com a continuidade de seus negócios e com o Brasil.

“Somos e queremos continuar sendo uma empresa familiar, que olha para o longo prazo e – como diz um dos nossos valores – investe hoje para construir o futuro onde queremos viver. Mesmo nos momentos de crise, nunca paramos de investir. A preservação e a continuidade de nosso grupo de empresas é, portanto, o nosso segundo compromisso”, disse. Roberto Irineu estava acompanhado dos irmãos e vice-presidentes do Grupo Globo, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho (veja a íntegra do discurso no final da reportagem).

A nova redação dobrou de tamanho e passou a ter 1.370 m², ocupados por 189 postos de trabalho, 18 ilhas de edição, três de pós-produção, duas cabines de locução e salas de reunião – tudo ao redor do moderno estúdio do JN.

Tecnologia, inovação e a notícia no centro da nova redação da Globo

"O estúdio do JN, que é a estrela, é visualmente bonito, mas ele não é algo só para ser visto, é para ser usado. Tudo que encantará informará ao mesmo tempo. Esse é o grande passo que a gente está dando”, disse o diretor-geral de Jornalismo, Ali Kamel.

Inovação

“Temos o compromisso com a inovação e com surpreender a nossa audiência. É um projeto bem diferente de tudo que existe, não tínhamos referências para seguir. As inovações complementam a apresentação talentosa dos âncoras, que poderão interagir com os gráficos, correspondentes e apresentadores do tempo, por exemplo”, contou o diretor de Ilustração e Arte do Jornalismo e Esporte, Alexandre Arrabal, responsável pelo projeto.

Atrás da bancada dos apresentadores há um vidro de 15 metros em curva, desenvolvido exclusivamente para o cenário do Jornal Nacional, que dá uma perfeita visão da redação em funcionamento. O vidro é revestido por uma película que escurece sincronizada a nove projetores a laser para permitir imagens de excelente qualidade.

No fundo da redação, uma tela de LED retrátil – com 16 metros de largura, três de altura e cerca de três toneladas – dá um efeito 3D os recursos gráficos do estúdio. As artes projetadas podem ser vistas de diferentes perspectivas, segundo o movimento das câmeras.

“É um estúdio imponente. A identidade visual vem acompanhada de uma razão de ser, associando beleza e funcionalidade. Tecnologia e elementos do cenário trabalham em função da notícia. É uma maneira de levá-la ao público de forma mais clara e rápida e, por que não?, mais bonita também”, declarou a editora-executiva e apresentadora Renata Vasconcellos.

“Fiquei encantado quando entrei pela primeira vez no cenário. É emocionante ver o que estava em um projeto gráfico se consumar numa obra física, muito bonita e impactante”, afirmou William Bonner, editor-chefe e apresentador do JN.

Apresentadores e repórteres falam do novo estúdio do Jornal Nacional

O estúdio também tem duas câmeras operadas por braços robóticos, como os utilizados na indústria automotiva, adaptados e que se movimentam em nove eixos. Suas trajetórias são pré-fixadas ou guiadas por sensores pelo movimento dos apresentadores. Também há uma câmera de trilho de chão, que se desloca acompanhando a curva do cenário, e outra de trilho aéreo, que dá uma visão ampla de toda a redação.

A nova redação onde fica o estúdio tem uma sala de partida, que funciona como um centro de apuração e monitoramento dos acontecimentos do Rio de Janeiro, abastecendo ainda o Jornal Nacional e o Bom Dia Brasil com informações do Brasil e do mundo. Por um grande video wall é possível monitorar em tempo real agências internacionais de notícias, canais internacionais e nacionais de relevância e todos os sinais de equipes externas em trabalho no Rio. É feita aí também a escuta digital, que captura o que acontece nas redes sociais.

Nesta sala ficam concentradas ainda as chefias de reportagem e os supervisores de operações de jornalismo no Rio da Globo, da GloboNews e do G1. Dos já modernos estúdios de São Paulo, que também privilegiam a interação das equipes, continuarão saindo Jornal Hoje, Jornal da Globo, Hora 1, Profissão Repórter, Globo Rural, Bem Estar e Como Será?. Fantástico tem seu estúdio e redação próprios, assim como o Globo Repórter – estes dois no Rio de Janeiro.

"O valor maior do nosso trabalho é o nosso conteúdo. É ele que nos alimenta, nos dá força e é fundamental. Em qualquer horário, em qualquer programa ou telejornal, em qualquer mídia. Ao olhar para o futuro, a gente vê que o jornalismo de verdade é o que permanecerá e tenho certeza que juntos estamos construindo muito bem, com muita solidez, esse caminho", afirmou o diretor geral da Globo, Carlos Henrique Schroder, durante a inauguração.

Nova redação.

Casa do novo estúdio do Jornal Nacional, o novo prédio da Redação de Jornalismo tem dois pavimentos. No primeiro está a redação integrada, com as equipes da editoria Rio, do Bom Dia Brasil, do Jornal Nacional, da Produção de Rede, dos sites dos telejornais, do G1, da agência News Source e de Operações, além do posto avançado da GloboNews.

O térreo abriga as operações de externa e as áreas de apoio e, para facilitar a logística, conta com um espaço dedicado ao carregamento das Unidades Móveis do Jornalismo. A construção acolheu ainda soluções sustentáveis. A fachada é revestida por uma tela com propriedades térmicas que reduzem a incidência solar e, com isso, a temperatura interna do prédio. Um telhado verde, além de servir como área de convivência, também ajuda no isolamento térmico e a iluminação em LED diminui o consumo de energia.

“Estes três compromissos – com o jornalismo, com a continuidade de nossas empresas e com o Brasil – são, para nós, indissociáveis. Só com uma empresa que permanece e se sustenta conseguimos produzir jornalismo independente. Só com a busca incessante da verdade – essência do jornalismo – se pode compreender nossas mazelas e identificar caminhos. E só uma sociedade que se reconhece e se valoriza constrói um caminho sólido para um futuro melhor”, concluiu o presidente do Grupo Globo Roberto Irineu Marinho.

Leia a íntegra do discurso de Roberto Irineu Marinho:

Bom dia,

Hoje é um dia para comemorar. Afinal, mais uma vez colocamos de pé um sonho, representado por essas fantásticas instalações que são fruto do esforço e da criatividade de tantas pessoas. Este é um momento adequado para refletir com vocês sobre o que isso representa para todos nós e reafirmar nossos compromissos com o jornalismo, com a continuidade dos nossos negócios e com o Brasil.
Nosso primeiro compromisso é com o jornalismo e é significativo que, no auge de um período crítico da vida nacional, estejamos inaugurando um moderno estúdio de jornalismo na Globo.

Somos um grupo de mídia que emprega 5.800 jornalistas em todas as plataformas, - considerados os nossos afiliados - produzindo em tempo integral notícias, análises e informação para diversos meios.
Na TV Globo, levamos ao ar mais de 7 horas de jornalismo por dia, produzimos a Globonews, nosso canal 24 horas, e o G1, nosso portal de informação.

Este investimento feito na quadra pela qual estamos passando significa reafirmar nossa paixão pelo jornalismo e o compromisso com nossos princípios editoriais.

A principal característica desta crise política não é apenas a imprevisibilidade e o alto grau de incerteza, pois isso já aconteceu antes, é a guerra da contrainformação, dos fatos alternativos, das teorias da conspiração e, por que não dizer, do mar de mentiras que nos assola, principalmente através da internet e das redes sociais.

O nosso compromisso com a verdade, com a “sua excelência, o fato”, como diria Ulysses Guimarães, nos torna um porto seguro da informação e um dos alicerces da vida democrática. Dá para imaginar o que seria se não existíssemos junto com outros respeitados baluartes do bom jornalismo no Brasil?

O Grupo Globo faz 92 anos esse ano. A partir do meu avô, Irineu Marinho, fundador do jornal 'O Globo' em 1925, estamos na terceira geração a conduzir as nossas empresas.

Nosso trabalho principal é cuidar da saúde do grupo de empresas e do exercício de sua missão e princípios, para entregá-lo saudável à próxima geração que continuará a mesma tarefa.

Começamos com um jornal local, entre tantos outros que eram publicados no Rio de Janeiro daquela época, crescemos para um conjunto de empresas de rádio, revistas, jornais e televisão, e agora, no século 21, tornamo-nos um grupo de mídia integrado e tão sofisticado quanto os grupos mais importantes do mundo.

Nós, da terceira geração, já incorporamos a quarta, representada por meu sobrinho Paulo e por meu filho Roberto, que seguiram um duro programa de preparação para ocupar de forma planejada posições executivas nas empresas. Além disso, meu neto mais velho, Rodrigo, membro da quinta geração, acaba de fazer seu primeiro estágio aqui.

Somos e queremos continuar sendo uma empresa familiar, que olha para o longo prazo e – como diz um dos nossos valores – investe hoje para construir o futuro onde queremos viver.

Mesmo nos momentos de crise, nunca paramos de investir.

Apenas nos últimos doze meses, começamos a construção de um novo estúdio de produção de novelas de concepção totalmente inovadora e que deve dobrar nossa capacidade de produção, inauguramos as novas instalações do jornal 'O Globo', adquirimos o controle do jornal 'Valor', investimos em serviços e plataformas digitais no Zap e na Órama, ampliamos o alcance da GloboPlay, nos associamos à 'Vice' no Brasil e lançamos a Nova Rádio Globo, entre diversas outras iniciativas.

Estamos com resultados pujantes de audiência na TV Globo, com produtos excelentes e inovadores, sendo vistos por mais de 100 milhões de brasileiros a cada dia.

Nós não temos tempo para o pessimismo, nem para prestar atenção aos boatos sem fundamento que com frequência lançam contra nós nas redes sociais.

A preservação e a continuidade de nosso grupo de empresas é, portanto, o nosso segundo compromisso.

Não existe em nenhum outro lugar um grupo de mídia que produza tal quantidade de conteúdo de qualidade para sua população. Somos o espelho do Brasil, refletindo seus anseios, seus problemas, seus sonhos e sua realidade. Ouvimos os brasileiros e tocamos cada um na sua razão e emoção.

Ninguém é indiferente ao que a Globo faz: somos criticados e elogiados, muitas vezes cobrados por ações que não estão no nosso escopo de atuação como grupo de mídia, o que ressalta a percepção da nossa relevância.

Trazemos para o centro de discussões causas que mobilizam e ajudam a transformar a sociedade, estimulando o debate, a diversidade e a busca de saídas para as grandes questões nacionais.
Além disso, geramos 19 mil empregos diretos e 15.800 indiretos em prestadoras de serviços e pagamos 14 bilhões e meio de reais em impostos nos últimos cinco anos.

Fazemos tudo isso com muito orgulho, pois assim fomos construídos pelos que nos antecederam. E nem saberíamos ser diferentes.

Estamos totalmente comprometidos com a sociedade brasileira.

Estes três compromissos – com o jornalismo, com a continuidade de nossas empresas e com o Brasil –, são, para nós, indissociáveis. Só com uma empresa que permanece e se sustenta conseguimos produzir jornalismo independente. Só com a busca incessante da verdade – essência do jornalismo – se pode compreender nossas mazelas e identificar caminhos. E só uma sociedade que se reconhece e se valoriza constrói um caminho sólido para um futuro melhor.

Parabéns a todos...

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Quatro marcas ao longo dos seus 45 anos de história

Marcas da TV Sergipe ao longo da história.
Foto: Divulgação/TV Sergipe.

Publicado originalmente no site Portal Intelectual, em 04/11/2016.

Quatro marcas ao longo dos seus 45 anos de história.

A mais recente representa a modernização da emissora com a chegada do sinal HDTV.

O atual símbolo que marca a identidade visual da TV Sergipe é o quarto na história da emissora desde a sua fundação, em 1971. O primeiro, criado pelo artista Antônio Nóia e que tinha como elementos gráficos um cangaceiro e o número quatro, em referência ao canal, nunca foi ao vídeo.

A segunda marca trazia o nome do canal, acompanhado de um desenho formado por três letras “esse” entrelaçadas, lembrando uma flor. A terceira foi uma evolução da segunda. A marca, idealizada em 1997, ganhou linhas de design mais marcantes e cores – vermelha, verde e azul – alusivas ao RGB, abreviatura do sistema de cores aditivas que permite a reprodução analógica de cores em dispositivos eletrônicos como monitores de TV.

Desde 1º de março de 2010, a TV Sergipe tem uma nova marca, criada para representar a modernização da emissora desde o início da transmissão em HDTV, a TV em alta definição. Desenvolvida pelo Departamento de Videografismo, ela está nas vinhetas de programação, telejornais e em todo projeto visual, que inclui canoplas de microfones, veículos, estrutura física e material gráfico.

O processo de criação do novo símbolo de identidade visual da TV Sergipe foi iniciado em julho de 2009, a pedido da direção da emissora, pelo artista gráfico Wadson Rodrigues, responsável pelo videografismo da TV e que tem no currículo passagens pela extinta TV Manchete e TV Globo, onde trabalhou com a equipe de Hans Donner.

Um mês e meio depois, dois projetos de marcas foram elaborados. Um, em que a antiga marca ganhava um redesenho, uma espécie de evolução natural. Outro, totalmente renovado, em que a marca seria completamente reformulada, seguindo o padrão Globo. Após a aprovação do segundo modelo, o símbolo ganhou “vida”, testes internos para vinhetas, simulações para cenários e, em parceria com o Departamento de Marketing, desenhos de produtos gráficos.

A marca tem hoje uma textura platinada e novas cores e segue o modelo “arco-íris”. Tem a letra ‘esse’ estilizada, em referência à primeira letra do nome da emissora. O ‘esse’ corta a marca de cima a baixo, adicionando curvas a um círculo platinado. O mesmo efeito é conferido ao nome ‘TV Sergipe’ que, no entanto, segue o mesmo desenho da marca anterior.

Desde a mudança do símbolo, também foram alteradas outras marcas a ele ligadas, como a da Copa TV Sergipe de Futsal e do Desafio TV Sergipe de Natação.

Fonte: Rede Globo.

Texto e imagens reproduzidos do site: portalintelectual.com.br

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Conheça Andréia Sadi, a repórter da GloboNews

Foto: Arquivo pessoal.

Publicado originalmente no site do Diário Gaucho/Aqui Entre Nós, em 28/05/2016.

Conheça Andréia Sadi: a repórter de política que está roubando a cena em Brasília e na telinha.

Uma frase sua bombou tanto, recentemente, que virou vinheta da GloboNews:
"Tenho informação do que você quiser. O que você quer saber?"

Por Flávia Requião

Ela entrou na GloboNews em setembro de 2015, mas a crise no cenário nacional fez Andréia Sadi conquistar o seu espaço aos 29 anos, entre jornalistas veteranos que respiram política há muito mais tempo. É um rosto novo — de traços fortes — que surge em meio a colunistas e comentaristas pra lá de experientes.

Mas Andréia não se intimida: em suas entradas, a repórter chama a atenção não só pela sua presença marcante, mas pela segurança ao falar sobre assuntos como delação premiada, impeachment e por aí vai. Recentemente, uma frase sua ganhou repercussão e acabou virando vinheta da GloboNews.

— Tenho informação do que você quiser. O que você quer saber? — lascou ela no ar, no Jornal Das Dez.

Direto de Brasília, onde mora, essa paulista conversou com a coluna sobre o seu momento profissional e mostra por que é a nova querida dos telespectadores —  até de quem nunca gostou de política.

Aqui Entre Nós — Como você vê esse seu destaque nos últimos meses, na telinha?
Andréia Sadi  — Eu trabalho em um canal de notícias 24 horas. Como a crise política se acentuou, a gente, que está na linha de frente da reportagem, acaba aparecendo de hora em hora. Acho que é por isso, não tem como ser diferente.

Aqui — Você fala sobre política com muita segurança. De onde vem essa familiaridade com o assunto?
Andréia — Comecei a cobrir Brasília pelo site Ig, em 2010, fui repórter-carrapato da Dilma na campanha dela. Em 2011, fiquei quatro meses no G1 e, logo, fui para a Folha de S.Paulo acompanhar os bastidores do Congresso. Aí, passei para a coluna Painel do mesmo jornal, de 2011 até 2013, cobrindo Brasília e os três poderes, executivo, legislativo e judiciário. Em 2014, quando voltei para a reportagem, na Folha, tinha essa visão 360º. E, aí, em setembro de 2015, fui para a GloboNews.

Aqui — Na época, não tinha experiência em televisão?
Andréia — Nenhuma! Quando pisei na Redação, fiz o meu primeiro vivo (ao vivo). Comecei segurando o papel na mão, pra me dar segurança. Mas aí, fui me dando conta: "Pô, eu apurei, os nomes, sei todos, cruzo com todos diariamente". Dois meses depois, larguei o papel. Me sinto mais segura sem, "cê" acredita? Política é um tema difícil, eu preciso entender para poder explicar para as pessoas. E, aí, são muitos legais os comentários que eu recebo: "Com você, eu entendo por que esse personagem é importante", ou "Você aperta a tecla sap pra nós".

Aqui — E como é a troca com a veteranada?
Andréia — Ah, a Renata (Lo Prete, apresentadora e comentarista de política da GloboNews) é a melhor jornalista do país, ela é fantástica! Gosto de observar, sou muito viciada na GloboNews. E a gente troca bastante nos bastidores.

Aqui — Se adaptou à vida em Brasília?
Andréia — Me adaptei, mas amo São Paulo, a minha família inteira ficou lá, e o meu marido (Paulo Celso Pereira) é do Rio. Ele é coordenador de política do jornal O Globo aqui, em Brasília.

Aqui — Em casa, então, rola expediente extra?
Andréia — Mais ou menos. Eu brinco que, lá em casa, é dormindo com o inimigo. Somos do mesmo grupo, mas de veículos distintos. O que eu apuro, não conto nada! Mas adoramos política e jornalismo. Então, é complicado (risos).

Aqui — Você tem alguma ligação com a gauchada?
Andréia — Esse bairrismo de vocês me encanta! Eu, por exemplo, sou de origem árabe, gosto desse negócio de quem tem raiz. Há muitos gaúchos em Brasília, tenho vários amigos que são daí.

Aqui — No auge da cobertura política, você lançou uma frase ao vivo que repercutiu: "Renata, tenho informação do que você quiser. O que você quer saber?". A gente, do outro lado da telinha, ficou só pensando: "Nossa, essa confia no taco! No meio só de comentaristas feras". Bombou a sua frase.

Andréia —(risos) Sim! Eu tinha começado a trabalhar às 8h do dia anterior, estava direto na cobertura e iria abrir o Jornal Das Dez (das 22h). Foi quando pensei "Meu Deus, por onde vou começar?". Era sobre o termo de posse do Lula, a Renata me chamou, e saiu essa. Mas o que eu tentei falar com aquilo era: "Por onde eu começo?". Depois, ainda comentei com a Renata, ela deu risada e disse que ficou espontâneo. Mas acabou virando vinheta, teaser (chamada) da GloboNews (risos).

Texto e imagem reproduzidos do site: diariogaucho.clicrbs.com.br

sábado, 18 de março de 2017

Reinaldo Moura



Reinaldo Moura, ao lado do cantor Jorge Luiz da Silva, na frente da Rádio Jornal de Sergipe, quando a mesma funcionava na Avenida Barão de Maruim.

Além da rádio Jornal, Reinaldo apresentava o programa Sábado Geral, na TV Atalaia, canal 8, onde Jorge Luiz mostrou algumas de suas músicas.

Foto e informações de legenda, reproduzidas do blog:
jolusi.blogspot.com.br

quarta-feira, 15 de março de 2017

Gilvan Fontes, o comunicador



Imagens postadas por MTéSERGIPE, para ilustrar
o presente artigo. Fotos/Reprodução/Créditos:
F/1 - reproduzida do site: a8se.com/tv-atalaia
F/2 - reproduzida do site: YouTube.
F/3 - Apoena Produções/YouTube.

Publicado originalmente no site Lagarto Net, em 03/09/2013.

Gilvan Fontes, o comunicador.
Por Domingos Pascoal *

“Ah! Itaporanga, o alarido dos longes
que compõe minha vida chega daí.
Afinal, de Ti herdei minha alma.”
(Danilo Sampaio).

O menino, vindo de Itaporanga d’Ajuda, fincou pé na comunicação e dela fez sua profissão de fé, esperança e amor, uma vida dedicada à sociedade sergipana há mais de cinquenta anos.

A sua paixão pela difusão da palavra começou cedo, quando criança, influenciado pelo seu pai, ouvinte assíduo das rádios Nacional e Tupi. Voava alto nos devaneios de também ser um dia um comunicador de sucesso. Era tanta a sua vontade que, ainda menino, construiu, nos fundos de sua residência, uma pequena casa de madeira, materializando, ali, um ambiente radiofônico, que sequer conhecia direito, como sendo sua rádio emissora, a transmitir para a vida e para o futuro, através das ondas da fantasia, o sonho acalantado.

Logo veio morar em Aracaju, o que, de certa forma, o colocou mais próximo do seu objetivo, pois algumas emissoras nasciam e o destino foi conspirando para a concretude de sua ideia, muito difícil no início, mas, com sua persistência, o êxito almejado tornou-se um fato.

Morando na capital, não deixou de voltar à sua Itaporanga e, toda sexta-feira, impreterivelmente, viajava para cumprir uma missão que amava: anunciar os filmes em cartaz no cine de sua cidade, bem como, “irradiar” os eventos religiosos. Eram momentos gloriosos que justificavam qualquer sacrifício, até mesmo o de carregar, nos próprios ombros, o amplificador que levava do cinema até a Igreja e o trazia de volta, com todos os cuidados, após os trabalhos, devolvendo ao final dos anúncios para que, no outro fim de semana, lá estivesse para nova festa de anunciação cinematográfica e religiosa.

Entre o final da década de 50 e início dos anos sessenta, conheceu o hoje também decano do Rádio sergipano, Jairo Alves de Almeida, da Rádio Jornal, que o incentivou mais ainda. Tanto era o seu esforço e a sua boa vontade, que foi convidado pelo Pe. Souza para fazer um teste na recém-criada Rádio Cultura, lamentavelmente não foi aprovado. Raimundo Luiz, à época, disse que ele tinha que treinar mais e, retornasse em outra oportunidade. Mas, efetivamente, a realização do seu sonho só veio acontecer mesmo em 1963, pelas bondosas mãos do decano da imprensa sergipana, o jornalista João Oliva Alves que, dada a afinidade com o seu pai, o convidou a trabalhar na Rádio Difusora de Sergipe PRJ6 de Aracaju, “uma radiola em seu lar”, onde trabalhou como discotecário até chegar ao que de fato queria ser: locutor. E, a partir de então, nunca mais abandonou o rádio.

Com advento da televisão, no inicio da década de setenta, foi guindado para esse novo formato de comunicação, que transmitia não somente o áudio, mas também a imagem. Convidado, não hesitou em aceitar, contratado para ler, ao vivo, os anúncios comerciais da Rede Tupi de Televisão, pois, naquele tempo, não havia as formas para a gravação de tais comerciais, era tudo ao vivo (não a cores, é claro). Depois, mudou de função de ledor de comercial para repórter de rua. Como não havia os modernos equipamentos, usavam câmaras CP que filmavam, depois os filmes seguiam para o laboratório para revelação, editoração e montagem da fita, para que somente depois pudessem ser exibidos.

Porém, quando as coisas são bem feitas e com amor, o destino conspira em seu favor e, por linhas tortas, oferece as oportunidades. Pois eis que o apresentador do Jornal Telenotícias, Demerval Gomes, ficou doente e, não podendo comparecer ao trabalho, abriu caminho para que ele, como única pessoa habilitada, pudesse substituí-lo e imprimir o seu talento em mais esta frente, embora nunca tivesse apresentado um jornal televisivo, pois era apenas repórter de rua. Na verdade, ele foi “intimado” pelo diretor da televisão, Sérgio Gutemberg, que disse: Gilvan, se prepare, pois você vai apresentar o Jornal… E, assim nasce uma história…

História de sucesso do rádio e da televisão sergipana, brasileira e, naturalmente, desse menino sonhador, que fez e faz sempre o seu melhor. Essa sua forma sempiterna de levar aos nossos lares a informação, complementam os nossos dias e as nossas expectativas.

Trabalhou, desde então, em quase todos os veículos de comunicação de Aracaju, com destaque para a TV Sergipe, aonde chegou, ainda, na fase experimental da emissora e, por lá ficou durante 27 anos. Atualmente, é o apresentador do principal jornal da TV Atalaia, onde se sente muito bem e vem, como sempre, fazendo um belo e elogiável trabalho. Parabéns, cinquenta anos ainda é pouco para quem faz o que gosta e gosta do que faz. Avante! Há muito o que ser feito para aqueles que sonham sempre um sonho novo em busca de um território de amor e de completude.

*Domingos Pascoal de Melo, membro da Academia Sergipana de Letras.

Texto reproduzido do site: lagartonet.com/2013/09/03/gilvan-fontes
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Curtidas e comentários no post do Facebook/MTéSERGIPE.

That's All - Gilvan Fontes - 50 anos de Jornalismo (17/08/2013)

Conheça os bastidores da TV Atalaia! - Você em Dia

domingo, 5 de março de 2017

Entrevista com Boni



Publicado originalmente no site da Revista Istoé, em 03.03.2017.

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho.

"Estão errando nos telejornais".

Por Eliane Lobato.

A sala de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, 81 anos, o Boni, revela seus focos. Uma tela permanece ligada na TV Vanguarda, uma afiliada da Rede Globo no interior de São Paulo, da qual é dono e presidente. Ali também ficam espalhados livros, fotos de famílias e amigos e revistas da escola de samba Beija-Flor, na qual desfila. Uma enorme janela mostra o mar do Leblon, onde fica seu escritório, na zona sul do Rio de Janeiro, e acalma o espírito: é navegando em sua lancha que costuma desanuviar as tensões. Informações sobre São Paulo passaram a fazer parte deste ambiente desde que aceitou ser conselheiro da Secretaria Municipal de Cultural: “Eu largaria tudo o que estou fazendo para tocar o instituto de educação e cultura que o (prefeito João) Dória (PSDB) planeja criar”, diz. Também analisa a queda de audiência de programas como Jornal Nacional e Fantástico: 

“As reportagens estão longas demais”, diz.

O sr. teve queda de pressão durante este carnaval ?
Tive, mas já passou. Estou falando com você agora (quarta-feira 1º, 13h) da minha lancha, em Angra (dos Reis, no estado do Rio), onde estou pescando e bebendo cerveja. Quer coisa melhor do que isso?

Qual é a sua opinião sobre os acidentes com carros alegóricos nos desfiles da Marquês de Sapucaí, no Rio?
Acho que o reaproveitamento de carros alegóricos, devido ao corte nos orçamentos das escolas, em geral, pode propiciar coisas assim. Sugiro duas ações importantes: que seja obrigatório um laudo técnico de engenheiros para cada carro que for desfilar e que estes carros tenham freio, o que não existe. Vale lembrar que eles não são dirigidos por motoristas, porque não existem motores, e sim por manobristas e empurradores. Ou seja, são movidos por empurrões, sem possibilidade de freios.

O sr. sugere alguma outra mudança no carnaval do Rio?
Eu consegui este ano uma coisa importante: derrubar a passarela da televisão no Sambódromo, que foi colocada abaixo e teve outra provisória, mais alta. Também conseguimos reduzir de 82 para 75 minutos o tempo de apresentação. Falta mudar o Sambódromo, que tem recuo de bateria errado, tinha que estar no meio e não no fundo. Mas isso não dá para consertar. O (arquiteto Oscar) Niemeyer (1907-2012) pegou o Sambódromo de madeira, que era um porcaria, e passou para esse de concreto (inaugurado em 1984), igual. Ele não teve tempo de conversar com as pessoas das escolas, saber como funciona. Fez isso porque o (Leonel) Brizola (1922-2004) era governador e tinha pressa, mas não deu certo. Então, a ideia é fazer um novo Sambódromo, na Barra da Tijuca talvez. Parece um absurdo, mas é necessário.

Os produtos culturais estão em transformação. A revista americana “Vanity Fair” disse que Hollywood caminha para acabar já que as pessoas não querem mais sair de casa para ver filmes. O sr. acha isso possível?
Acabar não, mas vai modificar. Em vez de produzir filmes de duas horas, talvez Hollywood tenha que produzir de 30 minutos, ou capítulos de seis minutos para aplicativos. Mas os grandes provedores de informação e entretenimento, como o “New York Times”, o “Washington Post”, a “TV Globo”, vão continuar existindo. O que vai mudar é a distribuição e o espaço. E os eventos permanecerão na TV aberta, como jogos de futebol, Olimpíada, novela.

Por que programas jornalísticos, como o Jornal Nacional, registram queda de audiência?
Estão errando. Nos Estados Unidos, os telejornais são diários oficiais. O sujeito viu algo na internet, mas ele não confia totalmente, quer ter certeza se é verdade e busca a televisão. Aqui, o cara assiste o JN na intenção de saber o que aconteceu na greve do Espírito Santo, mas a reportagem entrevista um sujeito envolvido, a mulher que estava não sei onde, a filha da mulher… O espectador não aguenta. Ele só quer saber se é verdade ou não. O JN teria que ser hard news, diário oficial, só para confirmar. A opinião e o aprofundamento da notícia ficariam para outros produtos, como o Jornal da Globo, que não devia ser tão tarde, e programas de entrevistas, que estão faltando. Sabe qual é o problema? Perderam o ponto final. Isso acontece também com o Fantástico, que começa uma reportagem e não termina mais. Não pode pegar o assunto da seca e terminar em quem é São Pedro.

Por que estabeleceram este padrão?
Para encher linguiça. A matéria mais longa ocupa espaço mais barato. Mas cansa o cara que assiste. Nosso telejornal especula a notícia até o fim, está errado. Isso deve ser feito em outro horário. O número de assuntos tem de ser maior e a apresentação mais rápida. O melhor jornalista não é o especialista em determinado assunto, é o que escreve ou apresenta o maior número de assuntos. Os jornais americanos têm um apresentador só. Sabe por quê? Para evitar sorrisinhos, perda de tempo. Não tem matéria sobre o (Donald) Trump que chegue a falar se ele pinta o cabelo, se engoma, quem é o cabeleireiro dele. Não dá para fazer esse troço, não dá.

O Boninho, seu filho e diretor de programas da Rede Globo, ousou ao trocar o carismático Pedro Bial por um novo apresentador, o Tiago Leifert, no comando do Big Brother Brasil. O sr. aprovou esta mudança?
Acho que a TV Globo está fazendo um esforço muito grande de renovação, e tiro o chapéu para isso. Agora, não impede de eu olhar tecnicamente. O Tiago está se dando bem, mas acho que aquele lugar é para alguém mais velho e experiente, que inspire o psicólogo amigo, o paizão. O Bial encarnava isso muito bem. O Tiago é novo para ser paizão da turma. E ficou faltando a poesia do Bial.

Seu filho aceita bem as críticas?
Quando nos encontramos, não falamos sobre críticas ou elogios. De vez em quando, eu brinco com ele, que está na faixa dos 55 anos: ‘Boninho, quando eu tinha 37, já era diretor dessa coisa toda aí….’ Ele ri e diz: ‘Era outra época.’

O sr. continua trocando informações estéticas com amigas, como a apresentadora Marília Gabriela?
A Marília é minha amiga, e se cuida, como eu. Mas só eu tenho CRC, dado pelo Conselho Regional de Charlatanice (risos). Desde os tempos da TV Globo, eu era o ‘médico’ de plantão. Adoro medicina. Tudo o que faço em estética é com base nos exames de sangue. Se estou precisando de vitamina B3 ou magnésio, tomo os complementos. Não saio adquirindo todos os produtos caros do arsenal estético que existe hoje. Não quero fazer o xixi mais caro do mundo, quero só ter saúde e boa aparência. ‘Creminho’ não funciona, o que funciona são remédios. Para o cabelo ficar mais escurinho e não precisar pintar, por exemplo, eu tomo estimulante para melanócitos. Sou ‘branco pra diabo’, me exponho ao sol e faço limpeza da ceratose (lesão pré-maligna) depois. Saúde é o mais importante.

O sr. tem medo de morrer?
Não. Até já inventei minha morte por acidente e meu velório era um Gurufin (funeral festivo na cultua negra) na Cidade do Samba (no Rio). Fiz um capítulo sobre a minha morte no livro Unidos do Outro Mundo (Estação Brasil). Gosto de Gurufin, mas não tenho intenção alguma de morrer.

Como avalia a experiência de conselheiro da secretaria Municipal de Cultura de São Paulo?
É muito bom trabalhar com um comandante de verdade, um líder não ditatorial. O Dória (João Dória Jr., prefeito de São Paulo) tem esse comando forte e essencial. Ele está oferecendo um modelo para o País, um conceito de administração que recuperou a questão de urgência. Estou muito entusiasmado.

Por quê?
O Brasil vive uma democracia que é inteiramente errada. Uma presidência de coalizão – não é presidencialismo liberal e nem parlamentarismo. Não acho que seja ideal, o País fica refém dos partidos, que são em número absurdamente grande. Nós fizemos um País primário, ideologicamente republicano, mas na prática é feudal, vive preso a diferentes feudos. Entendo, neste modelo, que o governo atual tenha que nomear um ministro da Saúde que não tem nada a ver com saúde. Precisamos de reformas urgentes. Junto com a Lava Jato, temos que limpar este país, e começar de novo. Eu acho que o Dória representa essa ideia de um País onde os assuntos são resolvidos de um jeito moderno, rápido. Então, quero colaborar com ele. Brinco dizendo que a única incompetência dele é ser santista…

Há novidades sobre questões polêmicas como a mudança de local da Virada Cultural Paulista e a cobertura dos grafites?
Sim. A Virada não será mais realizada em um local só; será em vários bairros e não haverá mais shows com cachês altos – o que vai gerar uma economia de 80% a 90% nos custos. A ideia é dar palcos para pessoas novas se apresentarem, expor o que a cidade tem: a orquestra sinfônica de São Paulo, a de Guarulhos, as bandas locais e os grupos teatrais experimentais. Sobre os grafites, entendo que houve um erro de comunicação aí. Se dependesse de mim, mandava chamar todos os grafiteiros, diria que os lugares que estavam com os desenhos descascados não poderiam ficar assim, e perguntaria se os próprios autores gostariam de refazer. De baixo para cima, entende? A intenção de livrar a cidade dos pichadores é fundamental porque eles depredam o patrimônio público. Mas o que mais me fascina nada tem a ver com polêmicas.

O que é?
Tem um projeto excepcional de um grande centro de educação voltado para a cultura, na linha do museu Smithsonian (Washington, EUA, criado em 1840). A base é ter um museu aberto com todas as atividades artísticas e culturais, escolas de formação, com certificados e não diplomas. Sem vestibular, basta ter talento. Com cursos de habilitação para teatro, balé, restauradores de pintura, música popular e clássica. Eu largaria tudo o que estou fazendo para tocar esse projeto. Não posso falar muito, mas deverá chamar Instituto Paulista de Cultura. O Smithsonian nasceu com um lema que eu concordo: cultura não é produzir alguma coisa; é massificar a informação. Eu vim de classes muito baixas e sei o valor de encontrar portas abertas, ter acesso.

Texto e imagem reproduzidos do site: http://istoe.com.br