sábado, 25 de janeiro de 2014

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Um em cada três assinantes de TV paga só vê a Globo



Publicado por f5.folha, em 17 de janeiro de 2014.

Um em cada três assinantes de TV paga só vê a Globo
Por Ricardo Feltrin.

Ao menos 6 milhões dos cerca de 18 milhões de assinantes da TV paga no Brasil pode estar desperdiçando seu suado dinheirinho todos os meses.

São 6 milhões de assinantes que pagam pacotes mensais que podem custar de R$ 50,00 a R$ 200, dependendo do número de canais que optaram em receber.
  
Mesmo tanta variedade não é capaz de de salvar essas pessoas de seu vício mais arraigado: não conseguir tirar os olhos da Globo.

É isso mesmo, leitores. Um terço dos assinantes da TV paga (33%) nunca, jamais, em hipótese alguma tira da TV Globo. As centenas de outros canais pagos, sejam científicos, educacionais, infantis, de filmes, séries, ação, conspiratórios etc. ficam jogados às traças.

ELEMENTAR, MEU CARO WATSON

Há várias teses para que esse fenômeno de adicção globífera aconteça, mas nenhuma delas cita a qualidade da programação da emissora (acontece que não há essa qualidade alardeada).

PRIMEIRA TESE

A primeira tese fala pura e simplesmente em hábito do telespectador. Por mais de 40 anos as famílias se acostumaram à estrutura ordeira da programação da Globo. O telespectador sabe que ali nunca haverá surpresas. Ligou de tarde? Tá passando filme ou "Vale a Pena Ver de Novo". Ligou à meia-noite? Deve estar passando o Jô. Ah, ligou pela manhã? Então é Ana Maria Braga ou Fátima.

SEGUNDA TESE

A segunda hipótese para que o telespectador permaneça grudado na tela, a despeito de existirem tantos outros canais é o interesse em melhorar a qualidade do sinal. O assinante decide pegar alguma operadora de TV paga somente porque quer ver maior qualidade em seu aparelho. O problema é que junto com o cabo ou onda de satélite vêm um outro sem-número de canais, muitos interessantes. Mas essas pessoas só estão interessadas mesmo é na faixa de novelas.

TERCEIRA TESE

Sabe-se que as classes C e D foram duas das que mais fizeram pacotes de TV por assinatura desde 2008. Nesse caso, em parte, a força estimuladora para que uma família pobre ou necessitada tire da boca para pagar um pacote basiquinho de TV por assinatura é bem mais compreensível e humano: o vizinho, que é mais pobre ainda, exibe orgulhoso sua antena de TV paga, virada para o norte, no topo de sua casa. Eu também quero uma, diz a família que não a tem.

Texto reproduzido do site: f5.folha.uol.com.br/

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

TV Sergipe completa 42 anos e inaugura cobertura digital via satélite


G1/Sergipe - 15/11/2013.

TV Sergipe completa 42 anos e inaugura cobertura digital via satélite
Processo foi concluído após dois anos de estudo.
24 dos 75 municípios sergipanos terão acesso ao sinal digital.

Nesta sexta-feira (15), a TV Sergipe completa 42 anos de vida. E a partir de hoje inicia a sua cobertura digital via satélite. O processo foi concluído após dois anos de estudos, formatação de projetos, compra e instalação de equipamentos, que vai possibilitar a emissora a colocar em uso a primeira retransmissora digital do estado e a segunda do Norte/Nordeste, na cidade de Itabaiana, a 58 Km de Aracaju.

A nova tecnologia vai permitir à cidade serrana e a mais seis municípios sergipanos – Campo do Brito, Moita Bonita, Ribeirópolis, Macambira, São Domingos e Frei Paulo - receber o sinal da TV em HD, com alta qualidade de imagem e som.

De acordo com o diretor de Engenharia da TV Sergipe, João Roberto, a decisão tomada pela emissora de ampliar sua transmissão digital por satélite vai permitir ao telespectador receber o sinal com alto grau de qualidade, livre das degradações e interferências tão comuns no sinal terrestre, acabando com os populares “chuviscos” e “fantasmas” na transmissão.

 “O investimento é bem maior, mas com índice de confiabilidade de quase cem por cento. Para você ter ideia, só para esta segunda etapa do processo de digitalização do sinal, em Itabaiana, foram investidos R$ 2,5 milhões na compra de antenas e torres de transmissão, construção e reforma de postos. Além disso, investimos também na capacitação da equipe de colaboradores do setor, que passaram por intercâmbios nas emissoras Globo e afiliadas e fizeram diversos cursos para conhecer em detalhes o projeto por satélite”, explica.

Segundo ele, a partir do início da transmissão, 24 dos 75 municípios sergipanos terão acesso ao sinal digital, um processo que começou com a implantação da tecnologia na geradora, em Aracaju, em 2009, e que seguirá até a conclusão do projeto, que prevê 19 retransmissoras digitais no total.

“As próximas cidades a receberem nossas retransmissoras, com projetos já aprovados pelo Ministério das Comunicações, serão Pedrinhas, Nossa Senhora da Glória, Monte Alegre e Canindé. Assim que o ministério e a Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, forem aprovando os demais projetos, faremos a ampliação da cobertura digital para todo o estado”, informa João.

Além dos sete municípios que receberão o sinal digital da TV Sergipe a partir desta sexta-feira, já recebem hoje imagem e áudio com alta qualidade as cidade de Aracaju, Areia Branca, Capela, Laranjeiras, Maruim, Malhador, Barra dos Coqueiros, Pirambu, Rosário do Catete, Santa Rosa de Lima, Santo Amaro das Brotas, Siriri, Nossa Senhora das Dores, Japaratuba, Carmópolis, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão.

O acesso ao sinal digital da TV Sergipe pode ser obtido através de uma antena UHF e um televisor com conversor. Se o telespectador já tiver em casa um televisor, mas sem conversor, basta adquiri o conversor separadamente.

Foto e texto reproduzidos do site: g1.globo.com/se/sergipe

Homenagem a TV Sergipe pelos seus 42 Anos


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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A Televisão Brasileira Chega aos 63 Anos...

Tarcísio Meira e Glória Menezes em '2-5499 Ocupado'.
Foto: divulgação.

A Festa da Velha Senhora.
Por iG São Paulo , Gabriel Priolli, especial para o iG | 18/09/2013.

A televisão brasileira chega aos 63 anos com a saúde abalada, o corpo flácido e o rosto abatido

Esta senhora que aniversaria hoje, a televisão brasileira, chega aos 63 anos com a saúde abalada, o corpo já flácido e o rosto abatido. Está longe de sua infância irrequieta na década de 50, sua juventude intensa nos anos 60 e seu esplendor balzaquiano, nos 70. Já não vive mais a maturidade abastada do período posterior. Mas ainda está viva e tudo indica que terá longevidade, por um tempo ainda imponderável, o que é uma proeza nessa era de explosão de mídias, volatilidade das tecnologias e mutação acelerada do ambiente informativo.

Muita coisa mudou em seis décadas de televisão no Brasil, mas sobretudo o poder de sedução do veículo. Ele demorou para se popularizar de fato, em razão do alto custo dos aparelhos e das dificuldades de crédito aos consumidores. Levou quase 20 anos para atingir as favelas, as periferias e as comunidades do interior, mas foi sempre um sonho de consumo para qualquer despossuído e um sinal de status para quem conseguia adquirir seu aparelho. Vide ainda agora as telas planas de LED, “Full HD”, com mais de 40 polegadas.

Os primeiríssimos telespectadores eram paparicados pelos “televizinhos” e tinham de fazer espaço na sala para acomodá-los. Assistir TV, por muito tempo, foi uma experiência coletiva, familiar e de vizinhança. Só dos anos 80 em diante é que a televisão se universalizou nos lares e multiplicou-se neles, deixando a sala de estar para ganhar espaço no quarto do casal e de cada filho. Virou consumo quase solitário.

A programação evoluiu do “gosto de rico” ao sabor popular mais rapidamente. Se nos primeiros anos a TV oferecia ópera, música de concerto, teatro clássico e de vanguarda, junto com shows de auditório, programas de humor e noticiários herdados do rádio (“Esta é Sua Vida”, “Buzina do Chacrinha”, “A Praça é Nossa”, “Repórter Esso”, etc), já na segunda década deixou os produtos cult de lado e enveredou firmemente pela telenovela.

Desde 1963, com a estréia de “2-5499 Ocupado”, com Glória Menezes e Tarcísio Meira, na TV Excelsior, a novela diária é o produto mais importante da nossa TV. Exibida em várias faixas horárias, ao longo de toda a semana, ela estrutura a grade de programação. Captura e fideliza o telespectador de uma forma que nenhum outro gênero televisivo consegue – salvo, talvez, o “Big Brother Brasil”, que não deixa de ser também um melodrama diário. Mesmo as emissoras que não produzem novelas organizam a sua grade em função das concorrentes – portanto, também se pautam pela rainha da nossa teledramaturgia.

Sucessivas mudanças políticas, estéticas e tecnológicas não abalaram esse protagonismo da telenovela, na TV do Brasil. Ela avançou a tal ponto que fez do nosso país uma referência mundial na modalidade, o melhor produtor do gênero, mais bem sucedido – artística e comercialmente – que mexicanos, argentinos e venezuelanos, nossos concorrentes diretos. Toda hora tentam passar o atestado de óbito da telenovela, mas de repente surge uma “Avenida Brasil” e o país inteiro fica de olho grudado nela.

De qualquer forma, o peso da telenovela e de toda a programação da TV é bem outro, nesta segunda década do século 21, em relação ao que teve na segunda metade do século 20. Uma emissora como a Globo, que detinha mais de 50% de audiência em todos os programas, pena hoje para atingir 20%, em muitos horários. Vai longe o dia do encerramento de uma novela como “O Astro”, que foi assistida em inacreditáveis 99% dos televisores ligados. Produções atuais, quando se mantêm em torno de 35%, já são consideradas grandes sucessos. Isso na emissora-líder, bem entendido, porque nas menores esses índices quase sempre foram apenas sonho.

A sangria de público tem várias explicações, que começaram no lançamento do videocassette doméstico, em 1982, e prosseguiram com outras traquitanas que fazem o público esquecer da TV sem abandonar a tela: os videogames, os computadores pessoais, os celulares e os tablets. Em todos esses dispositivos, há muito mais imagem disponível e acessível do que pode oferecer uma estação de TV, com suas “míseras” 168 horas de programação semanal, ou 24 horas/dia, sete dias por semana.

Mas o problema da televisão não vem propriamente da oferta de conteúdo, que é imenso, consideradas as centenas de canais disponíveis, de sinal aberto ou na TV por assinatura. A sua grande limitação – e agonia atual – é que a programação é linear, isto é, sucede-se ordenadamente, hora após hora, dia após dia, obrigando o espectador a esperar o programa passar para poder assistí-lo.

Já na internet, qualquer hora é hora de assistir qualquer coisa. Basta encontrar o programa desejado e baixar, ou simplesmente rodar direto no site onde está. O público é o seu próprio programador de TV. Dispensa canais.

Esta é a “enfermidade” de que padece a nossa provecta senhora, agora aos 63 anos. Seu organismo é atacado por vírus impiedosos, chamados YouTube, Vimeo, Now, Netflix, TViG . Sua mais poderosa vitamina – as receitas publicitárias polpudas – vai perdendo eficácia ano a ano, porque migra para outras mídias e míngua no seu caixa. Sua voz altissonante, capaz de ditar modas e preferências, e de dirigir os rumos da República, agora é ouvida por muito menos gente e influi cada vez menos.

É difícil prever se a TV brasileira persistirá no cenário midiático como sucedeu com o rádio, que deixou o topo do pódio da indústria da comunicação nos anos 50 para sobreviver mal e mal nos automóveis. Talvez o seu futuro seja o da fragmentação, o de muitas emissoras atendendo a segmentos e interesses específicos do público, sem mais repetir-se a era dourada das enormes audiências.

Mas a Seleção Brasileira sempre pode chegar a uma final de Copa do Mundo e uns terroristas malucos podem jogar aviões em torres cheias de gente. Aí todo mundo vai correr mesmo é para a frente de um televisor. Velha ou não, alquebrada ou não, a nossa TV estará lá, cumprindo o seu dever de dar o testemunho do presente e de fazer companhia diária, ininterrupta, a quase 100% dos brasileiros.

Gabriel Priolli é jornalista e produtor de televisão. Começou a assistir TV com um ano de idade e escreve sobre ela há mais de três décadas. Ainda não se cansou de curtir nem de refletir sobre essa mídia, que foi a mais importante na maior parte de sua vida. Mas hoje, confessa, gasta mais tempo na internet.

Foto e texto reproduzidos do site: ultimosegundo.ig.com.br/cultura

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

TV Alese, em Aracaju/SE.


Ilha de edição da TV Alese
Fotos: Maria Odília

A TV ALESE é um empreendimento jovem e vitorioso. Nasceu em 22 de junho de 2004. Era presidente da Assembléia Legislativa de Sergipe o deputado Antônio Passos. Criada no rastro da Lei 8.977/95, que regulamenta o serviço de TV a cabo no país, a TV ALESE mantém no ar uma programação a serviço da informação e da formação de opinião com foco na divulgação do trabalho legislativo.

Programas diversificados, conteúdo de alto nível, compromisso com o avanço tecnológico e respeito ao público são princípios levados a sério pela TV ALESE. São 24 horas de transmissões que vão desde as sessões plenárias da Casa, ao vivo, passando pelo noticiário em torno do dia-a-dia dos parlamentares, até programas de entrevistas e reportagens especiais, com forte acento no debate das idéias e na promoção da cidadania.

A partir de 2007, já na gestão do atual presidente, deputado Ulices Andrade, a TV ALESE conheceu uma vigorosa fase de renovação que lhe reforçou a modernidade e o profissionalismo. Nesse período a emissora ganhou uma nova grade de programação com uma identidade visual e editorial que a coloca no rol do que há de mais avançado no país.

Fotos e texto reproduzidos do site: agenciaalese.se.gov.br