sábado, 18 de março de 2017

Reinaldo Moura



Reinaldo Moura, ao lado do cantor Jorge Luiz da Silva, na frente da Rádio Jornal de Sergipe, quando a mesma funcionava na Avenida Barão de Maruim.

Além da rádio Jornal, Reinaldo apresentava o programa Sábado Geral, na TV Atalaia, canal 8, onde Jorge Luiz mostrou algumas de suas músicas.

Foto e informações de legenda, reproduzidas do blog:
jolusi.blogspot.com.br

quarta-feira, 15 de março de 2017

Gilvan Fontes, o comunicador



Imagens postadas por MTéSERGIPE, para ilustrar
o presente artigo. Fotos/Reprodução/Créditos:
F/1 - reproduzida do site: a8se.com/tv-atalaia
F/2 - reproduzida do site: YouTube.
F/3 - Apoena Produções/YouTube.

Publicado originalmente no site Lagarto Net, em 03/09/2013.

Gilvan Fontes, o comunicador.
Por Domingos Pascoal *

“Ah! Itaporanga, o alarido dos longes
que compõe minha vida chega daí.
Afinal, de Ti herdei minha alma.”
(Danilo Sampaio).

O menino, vindo de Itaporanga d’Ajuda, fincou pé na comunicação e dela fez sua profissão de fé, esperança e amor, uma vida dedicada à sociedade sergipana há mais de cinquenta anos.

A sua paixão pela difusão da palavra começou cedo, quando criança, influenciado pelo seu pai, ouvinte assíduo das rádios Nacional e Tupi. Voava alto nos devaneios de também ser um dia um comunicador de sucesso. Era tanta a sua vontade que, ainda menino, construiu, nos fundos de sua residência, uma pequena casa de madeira, materializando, ali, um ambiente radiofônico, que sequer conhecia direito, como sendo sua rádio emissora, a transmitir para a vida e para o futuro, através das ondas da fantasia, o sonho acalantado.

Logo veio morar em Aracaju, o que, de certa forma, o colocou mais próximo do seu objetivo, pois algumas emissoras nasciam e o destino foi conspirando para a concretude de sua ideia, muito difícil no início, mas, com sua persistência, o êxito almejado tornou-se um fato.

Morando na capital, não deixou de voltar à sua Itaporanga e, toda sexta-feira, impreterivelmente, viajava para cumprir uma missão que amava: anunciar os filmes em cartaz no cine de sua cidade, bem como, “irradiar” os eventos religiosos. Eram momentos gloriosos que justificavam qualquer sacrifício, até mesmo o de carregar, nos próprios ombros, o amplificador que levava do cinema até a Igreja e o trazia de volta, com todos os cuidados, após os trabalhos, devolvendo ao final dos anúncios para que, no outro fim de semana, lá estivesse para nova festa de anunciação cinematográfica e religiosa.

Entre o final da década de 50 e início dos anos sessenta, conheceu o hoje também decano do Rádio sergipano, Jairo Alves de Almeida, da Rádio Jornal, que o incentivou mais ainda. Tanto era o seu esforço e a sua boa vontade, que foi convidado pelo Pe. Souza para fazer um teste na recém-criada Rádio Cultura, lamentavelmente não foi aprovado. Raimundo Luiz, à época, disse que ele tinha que treinar mais e, retornasse em outra oportunidade. Mas, efetivamente, a realização do seu sonho só veio acontecer mesmo em 1963, pelas bondosas mãos do decano da imprensa sergipana, o jornalista João Oliva Alves que, dada a afinidade com o seu pai, o convidou a trabalhar na Rádio Difusora de Sergipe PRJ6 de Aracaju, “uma radiola em seu lar”, onde trabalhou como discotecário até chegar ao que de fato queria ser: locutor. E, a partir de então, nunca mais abandonou o rádio.

Com advento da televisão, no inicio da década de setenta, foi guindado para esse novo formato de comunicação, que transmitia não somente o áudio, mas também a imagem. Convidado, não hesitou em aceitar, contratado para ler, ao vivo, os anúncios comerciais da Rede Tupi de Televisão, pois, naquele tempo, não havia as formas para a gravação de tais comerciais, era tudo ao vivo (não a cores, é claro). Depois, mudou de função de ledor de comercial para repórter de rua. Como não havia os modernos equipamentos, usavam câmaras CP que filmavam, depois os filmes seguiam para o laboratório para revelação, editoração e montagem da fita, para que somente depois pudessem ser exibidos.

Porém, quando as coisas são bem feitas e com amor, o destino conspira em seu favor e, por linhas tortas, oferece as oportunidades. Pois eis que o apresentador do Jornal Telenotícias, Demerval Gomes, ficou doente e, não podendo comparecer ao trabalho, abriu caminho para que ele, como única pessoa habilitada, pudesse substituí-lo e imprimir o seu talento em mais esta frente, embora nunca tivesse apresentado um jornal televisivo, pois era apenas repórter de rua. Na verdade, ele foi “intimado” pelo diretor da televisão, Sérgio Gutemberg, que disse: Gilvan, se prepare, pois você vai apresentar o Jornal… E, assim nasce uma história…

História de sucesso do rádio e da televisão sergipana, brasileira e, naturalmente, desse menino sonhador, que fez e faz sempre o seu melhor. Essa sua forma sempiterna de levar aos nossos lares a informação, complementam os nossos dias e as nossas expectativas.

Trabalhou, desde então, em quase todos os veículos de comunicação de Aracaju, com destaque para a TV Sergipe, aonde chegou, ainda, na fase experimental da emissora e, por lá ficou durante 27 anos. Atualmente, é o apresentador do principal jornal da TV Atalaia, onde se sente muito bem e vem, como sempre, fazendo um belo e elogiável trabalho. Parabéns, cinquenta anos ainda é pouco para quem faz o que gosta e gosta do que faz. Avante! Há muito o que ser feito para aqueles que sonham sempre um sonho novo em busca de um território de amor e de completude.

*Domingos Pascoal de Melo, membro da Academia Sergipana de Letras.

Texto reproduzido do site: lagartonet.com/2013/09/03/gilvan-fontes
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That's All - Gilvan Fontes - 50 anos de Jornalismo (17/08/2013)

Conheça os bastidores da TV Atalaia! - Você em Dia

domingo, 5 de março de 2017

Entrevista com Boni



Publicado originalmente no site da Revista Istoé, em 03.03.2017.

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho.

"Estão errando nos telejornais".

Por Eliane Lobato.

A sala de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, 81 anos, o Boni, revela seus focos. Uma tela permanece ligada na TV Vanguarda, uma afiliada da Rede Globo no interior de São Paulo, da qual é dono e presidente. Ali também ficam espalhados livros, fotos de famílias e amigos e revistas da escola de samba Beija-Flor, na qual desfila. Uma enorme janela mostra o mar do Leblon, onde fica seu escritório, na zona sul do Rio de Janeiro, e acalma o espírito: é navegando em sua lancha que costuma desanuviar as tensões. Informações sobre São Paulo passaram a fazer parte deste ambiente desde que aceitou ser conselheiro da Secretaria Municipal de Cultural: “Eu largaria tudo o que estou fazendo para tocar o instituto de educação e cultura que o (prefeito João) Dória (PSDB) planeja criar”, diz. Também analisa a queda de audiência de programas como Jornal Nacional e Fantástico: 

“As reportagens estão longas demais”, diz.

O sr. teve queda de pressão durante este carnaval ?
Tive, mas já passou. Estou falando com você agora (quarta-feira 1º, 13h) da minha lancha, em Angra (dos Reis, no estado do Rio), onde estou pescando e bebendo cerveja. Quer coisa melhor do que isso?

Qual é a sua opinião sobre os acidentes com carros alegóricos nos desfiles da Marquês de Sapucaí, no Rio?
Acho que o reaproveitamento de carros alegóricos, devido ao corte nos orçamentos das escolas, em geral, pode propiciar coisas assim. Sugiro duas ações importantes: que seja obrigatório um laudo técnico de engenheiros para cada carro que for desfilar e que estes carros tenham freio, o que não existe. Vale lembrar que eles não são dirigidos por motoristas, porque não existem motores, e sim por manobristas e empurradores. Ou seja, são movidos por empurrões, sem possibilidade de freios.

O sr. sugere alguma outra mudança no carnaval do Rio?
Eu consegui este ano uma coisa importante: derrubar a passarela da televisão no Sambódromo, que foi colocada abaixo e teve outra provisória, mais alta. Também conseguimos reduzir de 82 para 75 minutos o tempo de apresentação. Falta mudar o Sambódromo, que tem recuo de bateria errado, tinha que estar no meio e não no fundo. Mas isso não dá para consertar. O (arquiteto Oscar) Niemeyer (1907-2012) pegou o Sambódromo de madeira, que era um porcaria, e passou para esse de concreto (inaugurado em 1984), igual. Ele não teve tempo de conversar com as pessoas das escolas, saber como funciona. Fez isso porque o (Leonel) Brizola (1922-2004) era governador e tinha pressa, mas não deu certo. Então, a ideia é fazer um novo Sambódromo, na Barra da Tijuca talvez. Parece um absurdo, mas é necessário.

Os produtos culturais estão em transformação. A revista americana “Vanity Fair” disse que Hollywood caminha para acabar já que as pessoas não querem mais sair de casa para ver filmes. O sr. acha isso possível?
Acabar não, mas vai modificar. Em vez de produzir filmes de duas horas, talvez Hollywood tenha que produzir de 30 minutos, ou capítulos de seis minutos para aplicativos. Mas os grandes provedores de informação e entretenimento, como o “New York Times”, o “Washington Post”, a “TV Globo”, vão continuar existindo. O que vai mudar é a distribuição e o espaço. E os eventos permanecerão na TV aberta, como jogos de futebol, Olimpíada, novela.

Por que programas jornalísticos, como o Jornal Nacional, registram queda de audiência?
Estão errando. Nos Estados Unidos, os telejornais são diários oficiais. O sujeito viu algo na internet, mas ele não confia totalmente, quer ter certeza se é verdade e busca a televisão. Aqui, o cara assiste o JN na intenção de saber o que aconteceu na greve do Espírito Santo, mas a reportagem entrevista um sujeito envolvido, a mulher que estava não sei onde, a filha da mulher… O espectador não aguenta. Ele só quer saber se é verdade ou não. O JN teria que ser hard news, diário oficial, só para confirmar. A opinião e o aprofundamento da notícia ficariam para outros produtos, como o Jornal da Globo, que não devia ser tão tarde, e programas de entrevistas, que estão faltando. Sabe qual é o problema? Perderam o ponto final. Isso acontece também com o Fantástico, que começa uma reportagem e não termina mais. Não pode pegar o assunto da seca e terminar em quem é São Pedro.

Por que estabeleceram este padrão?
Para encher linguiça. A matéria mais longa ocupa espaço mais barato. Mas cansa o cara que assiste. Nosso telejornal especula a notícia até o fim, está errado. Isso deve ser feito em outro horário. O número de assuntos tem de ser maior e a apresentação mais rápida. O melhor jornalista não é o especialista em determinado assunto, é o que escreve ou apresenta o maior número de assuntos. Os jornais americanos têm um apresentador só. Sabe por quê? Para evitar sorrisinhos, perda de tempo. Não tem matéria sobre o (Donald) Trump que chegue a falar se ele pinta o cabelo, se engoma, quem é o cabeleireiro dele. Não dá para fazer esse troço, não dá.

O Boninho, seu filho e diretor de programas da Rede Globo, ousou ao trocar o carismático Pedro Bial por um novo apresentador, o Tiago Leifert, no comando do Big Brother Brasil. O sr. aprovou esta mudança?
Acho que a TV Globo está fazendo um esforço muito grande de renovação, e tiro o chapéu para isso. Agora, não impede de eu olhar tecnicamente. O Tiago está se dando bem, mas acho que aquele lugar é para alguém mais velho e experiente, que inspire o psicólogo amigo, o paizão. O Bial encarnava isso muito bem. O Tiago é novo para ser paizão da turma. E ficou faltando a poesia do Bial.

Seu filho aceita bem as críticas?
Quando nos encontramos, não falamos sobre críticas ou elogios. De vez em quando, eu brinco com ele, que está na faixa dos 55 anos: ‘Boninho, quando eu tinha 37, já era diretor dessa coisa toda aí….’ Ele ri e diz: ‘Era outra época.’

O sr. continua trocando informações estéticas com amigas, como a apresentadora Marília Gabriela?
A Marília é minha amiga, e se cuida, como eu. Mas só eu tenho CRC, dado pelo Conselho Regional de Charlatanice (risos). Desde os tempos da TV Globo, eu era o ‘médico’ de plantão. Adoro medicina. Tudo o que faço em estética é com base nos exames de sangue. Se estou precisando de vitamina B3 ou magnésio, tomo os complementos. Não saio adquirindo todos os produtos caros do arsenal estético que existe hoje. Não quero fazer o xixi mais caro do mundo, quero só ter saúde e boa aparência. ‘Creminho’ não funciona, o que funciona são remédios. Para o cabelo ficar mais escurinho e não precisar pintar, por exemplo, eu tomo estimulante para melanócitos. Sou ‘branco pra diabo’, me exponho ao sol e faço limpeza da ceratose (lesão pré-maligna) depois. Saúde é o mais importante.

O sr. tem medo de morrer?
Não. Até já inventei minha morte por acidente e meu velório era um Gurufin (funeral festivo na cultua negra) na Cidade do Samba (no Rio). Fiz um capítulo sobre a minha morte no livro Unidos do Outro Mundo (Estação Brasil). Gosto de Gurufin, mas não tenho intenção alguma de morrer.

Como avalia a experiência de conselheiro da secretaria Municipal de Cultura de São Paulo?
É muito bom trabalhar com um comandante de verdade, um líder não ditatorial. O Dória (João Dória Jr., prefeito de São Paulo) tem esse comando forte e essencial. Ele está oferecendo um modelo para o País, um conceito de administração que recuperou a questão de urgência. Estou muito entusiasmado.

Por quê?
O Brasil vive uma democracia que é inteiramente errada. Uma presidência de coalizão – não é presidencialismo liberal e nem parlamentarismo. Não acho que seja ideal, o País fica refém dos partidos, que são em número absurdamente grande. Nós fizemos um País primário, ideologicamente republicano, mas na prática é feudal, vive preso a diferentes feudos. Entendo, neste modelo, que o governo atual tenha que nomear um ministro da Saúde que não tem nada a ver com saúde. Precisamos de reformas urgentes. Junto com a Lava Jato, temos que limpar este país, e começar de novo. Eu acho que o Dória representa essa ideia de um País onde os assuntos são resolvidos de um jeito moderno, rápido. Então, quero colaborar com ele. Brinco dizendo que a única incompetência dele é ser santista…

Há novidades sobre questões polêmicas como a mudança de local da Virada Cultural Paulista e a cobertura dos grafites?
Sim. A Virada não será mais realizada em um local só; será em vários bairros e não haverá mais shows com cachês altos – o que vai gerar uma economia de 80% a 90% nos custos. A ideia é dar palcos para pessoas novas se apresentarem, expor o que a cidade tem: a orquestra sinfônica de São Paulo, a de Guarulhos, as bandas locais e os grupos teatrais experimentais. Sobre os grafites, entendo que houve um erro de comunicação aí. Se dependesse de mim, mandava chamar todos os grafiteiros, diria que os lugares que estavam com os desenhos descascados não poderiam ficar assim, e perguntaria se os próprios autores gostariam de refazer. De baixo para cima, entende? A intenção de livrar a cidade dos pichadores é fundamental porque eles depredam o patrimônio público. Mas o que mais me fascina nada tem a ver com polêmicas.

O que é?
Tem um projeto excepcional de um grande centro de educação voltado para a cultura, na linha do museu Smithsonian (Washington, EUA, criado em 1840). A base é ter um museu aberto com todas as atividades artísticas e culturais, escolas de formação, com certificados e não diplomas. Sem vestibular, basta ter talento. Com cursos de habilitação para teatro, balé, restauradores de pintura, música popular e clássica. Eu largaria tudo o que estou fazendo para tocar esse projeto. Não posso falar muito, mas deverá chamar Instituto Paulista de Cultura. O Smithsonian nasceu com um lema que eu concordo: cultura não é produzir alguma coisa; é massificar a informação. Eu vim de classes muito baixas e sei o valor de encontrar portas abertas, ter acesso.

Texto e imagem reproduzidos do site: http://istoe.com.br

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

TV Atalaia: um marco na história da imprensa sergipana

Manchete do jornal Gazeta de Sergipe, 
anunciando a nova emissora de Sergipe.
Foto: Reprodução IGHS.

Primeiros equipamentos da emissora.
Foto: Reprodução.

TV Atalaia sempre foi marcada pela modernidade.
Foto: Reprodução/Sérgio Ferreira.

Modernos equipamentos digitais.
Foto: Sérgio Ferreira.

Publicado originalmente no site do Poral A8 SE., em 17/05/2010.

TV Atalaia: um marco na história da imprensa sergipana.

Redação Portal A8.

Ao meio-dia de 17 de maio em 1975, entra no ar a primeira emissora local das regiões norte-nordeste do Brasil, a transmitir a sua programação totalmente colorida: a TV Atalaia! Um presente para a população sergipana no Dia Internacional das Comunicações.

Projetando inicialmente somente barras e luz, momentos depois, surgia ao vídeo, o radialista Carlos Mota apresentando a emissora, fundada pelo ex-governador Augusto Franco e estando hoje à frente, o empresário Walter Franco.

Equipada com aparelhagem para transmissão, no dia de sua estréia, a TV Atalaia não teve nenhum programa em preto e branco, revelando o seu primeiro diferencial, ganhando conceito a partir do primeiro momento. Tudo feito com muito suor e o público mostrou que todo o sacrifício valeu a pena até hoje.

Na programação de estréia foram apresentadas as principais atrações como o Repórter 08 conduzido pelos jornalistas Sergio Gutembergue, Jorge Gonçalves, Alberto Montalvão e Antônio Vieira.
E como esquecer do programa "Nosso Mundo Infantil" apresentado por Nazaré Carvalho, que eternizou o apelido de "Tia Nazaré". No "Sábado Geral", a TV Atalaia levava para a casa dos sergipanos, quadros culturais, de entretenimento, entrevistas e informação, apresentados por Hilton Lopes, João de Barros e Jorge Araujo.

Reportagens dos jornais Gazeta de Sergipe e Jornal da Cidade, registraram que a venda de televisores a cores na época triplicou com o surgimento da emissora. A TV Atalaia tornou a vida dos sergipanos colorida.

Um dos primeiros funcionários da emissora, o técnico Paulo Antônio, mais conhecido pelos seus colegas como "Seu Paulinho" relata que o surgimento da televisão foi um grande marco para os telespectadores.

"Imagina só, antigamente só existia apenas uma emissora local e em preto e branco. Aí aparece a TV Atalaia, uma nova estação com uma programação local pra lá de interessante com programa infantil, noticiários apresentados por grandes jornalistas da época que até hoje fizeram a diferença e todo o potencial que a nossa televisão existe até hoje", concluiu.

Texto e imagens reproduzidos do site: a8se.com/sergipe

sábado, 3 de dezembro de 2016

Repórter Lilian Fonsêca

Lílian Fonsêca/via Instagram.

"E quando a altura não te favoreceu e você precisa entrevistar alguém "um pouco mais alto", o que fazer?! Claro que não vai se desesperar, é só pegar o "banquinho" e tá tudo certo! Ah! Agradeço ao Deputado Georgeo Passos a compreensão!". (Lilian Fonsêca).

Foto e Legenda reproduzidos do Facebook/Lilian Fonsêca.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

História da Televisão em Sergipe

Imagem simplesmente ilustrativa, postado por Imagem da TeleVisão.

TV em Sergipe
Por Felipe Freire.

A partir da metade da década de 60 a TV Tupi era a única emissora assistida nos lares Sergipanos, fato possível através da captação do sinal franco vindo de Recife.

O responsável em colocar Sergipe na rota do desenvolvimento da comunicação foi Irineu Fontes representante de Rádios e Radiolas, que ao retornar de uma viagem a São Paulo sentiu de perto o fascínio que a TV causava nas pessoas.

Não demorou muito para que em 1965, na gestão do Prefeito de Godofredo Diniz Irineu Fontes, Irineu convencesse o Prefeito a destinar a verba para compra da antena a ser instalada no alto do morro do Urubu, zona norte da cidade, marco inicial das transmissões de TV em Sergipe.

Com os avanços tecnológicos e interesses de grupos empresariais do comércio local que enxergavam o potencial de mercado que a TV produzia fora do estado, investiram no projeto de Nairson Meneses funcionário da TV Excelsior  que desde 1959 pretendia através da Assembleia Legislativa implantar uma estação de TV em Sergipe, mas retorna para São Paulo por não vencer as eleições.

Com 900 ações vendidas o grupo de empresários lança o projeto da primeira emissora de TV de Sergipe e conseguem êxito, pois em 1967 é realizada a primeira transmissão da TV Sergipe sendo a primeira emissora montada com equipamentos produzidos no Brasil. Como não havia mão de obra especializada, foram utilizados operadores com experiência no rádio e cinema.

Outra a filiada da TV Tupi foi a TV Atalaia fundada em 1975 foi a pioneira na transmissão em cores no Norte/Nordeste, no estado a transmitir sinal pelo sistema digital e do Nordeste a exibir telejornais locais em alta definição (HD).

Até a década de 80 em Sergipe possuía duas emissoras de TV de formato comercial, mas em 1985 surge à primeira TV pública do estado, a TV Aperipê. Em 1997, a TV Canção Nova foi fundada após a aquisição da concessão e equipamentos da antiga TV Jornal.

Foi outorgado para a cidade de Barra dos Coqueiros o Canal 15, geradora de caráter educativo que ainda não está no ar. Para Aracaju a próxima geradora comercial que ainda está em concorrência será no Canal 46. Em 2007 foi aberto pelo Ministério das Comunicações o novo edital para mais uma emissora aberta em Aracaju com o valor mínimo de 2,5 milhões.

EMISSORAS EXTINTAS

TV JORNAL: foi criado em 1987 com transmissão da Rede Manchete sendo umas das primeiras do Nordeste. Em 1993, passou a transmitir a Bandeirantes após dez anos os donos da emissora João Alves e Maria do Carmo anunciaram a venda da TV Jornal à TV Católica Canção nova.

ATALAIA NEWS: Transmitida pela LIG TV atual NET, o canal exibia matérias da TV Atalaia em programas reduzidos pela própria emissora, foi a emissora que passou menos tempo no ar, com a programação exibida ao público no curto período de dois anos (2001-2003).

TV CAJU: É o segundo canal de televisão local por assinatura, chegou a ser filiada à Rede Diário. Sua programação era totalmente focada em conteúdo local. Em 2013 encerrou suas atividades. (2001-2013)

EMISSORAS NO AR

TV SERGIPE

Criada em 1971 foi a primeira emissora do Estado. Canal 04 VHF (TV Tupi – Aratu – Globo)

TV ATALAIA

Inaugurada em 1975 foi a segunda emissora de TV criada em Sergipe. Canal 08 VHF (TV Tupi – Bandeirantes – SBT – Rede Record)

APERIPÊ TV

Primeira emissora pública de Sergipe fundada em 1985. Canal 02 VHF (TVE – TV Cultura – TV Brasil)

TV Canção Nova

Criada em 1997, a antiga TV Jornal, é uma das poucas emissoras sergipanas dedicadas a programação local. Canal 13 VHF (Canção Nova)

TV Gênesis

O canal está autorizado como educativa e não há previsão para que entre no ar. Canal 15 VHF (Rede Gênesis)

EMISSORAS POR ASSINATURA

+TVC

Criada em 1998 foi o primeiro canal local de televisão por assinatura de Aracaju e a primeira emissora sergipana de conteúdo totalmente local. Em 2006 tornou-se filiada da Rede TV, mas em 2013 retornou a ser totalmente local.

TV Alese

Criado em 2004 o canal da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe desde sua fundação busca o interesse de uma concessão para TV aberta, mas as tentativas foram rejeitadas pelo ministério das comunicações.

Texto reproduzido do blog: rtvsergipe.wordpress.com

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Amigos falam da trajetória de Nairson Menezes

Nairson Menezes (Fotos: Arquivo Pessoal).

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 27/05/2012.

Amigos falam da trajetória de Nairson Menezes

O Portal Infonet conversou com alguns amigos do publicitário

Sergipe está de luto. Perde um comunicador e um grande visionário na publicidade de Sergipe. Estou falando do publicitário Nairson Menezes, que foi sepultado na manhã deste domingo, (27 de maio de 2912), após ter falecido na noite do último sábado, dia 26, vítima de falência múltipla dos órgãos.

Um visionário, Nairson foi o fundador da primeira agência de publicidade de Sergipe, - intitulada NMenezes. Participou de diversas campanhas publicitárias importantes, na área comercial e também política; levou o telefone para as rádios sergipanas apresentando o Disque Disco, que atendia o gosto popular musical. Ele ainda contribuiu para a fundação da TV Sergipe e sempre teve grande influência na área de comunicação.

O Portal Infonet conversou com alguns amigos e admiradores do trabalho de Nairson Menezes que falaram um pouco da trajetória deste homem revolucionário. O primeiro deles foi o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Reinaldo Moura. “Ele foi o profissional mais competente que eu conheci até agora. Posso falar isso porque eu comecei com ele na Rádio Difusora que hoje é Fundação Aperipê e construímos a partir daí uma história. Depois ele voltou pra São Paulo, retornou a Aracaju. Nessa época eu já tinha ido pra Salvador, que eu fui pra Rádio Sociedade da Bahia, em seguida ele foi também. Momento esse em que foram vários radialistas daqui, ele, Dermeval, Mauricio Menezes, Acival Gomes e eu já estava lá. Lá, Nairson foi novamente meu diretor na Rádio Sociedade da Bahia. Então eu devo muito a Nairson, se é que eu aprendi alguma coisa, devo a ele, se é que eu ensinei também, claro que ele foi responsável por isso”, conta

Ainda segundo Reinaldo Moura, o publicitário foi um homem à frente da sua época. “Ele introduziu algumas inovações no rádio, coisas que ele trouxe de quando dirigiu a Rádio Bandeirantes de São Paulo. Ele introduziu aqui no rádio sergipano, a participação de ouvintes pelo telefone, foi uma novidade, ninguém nunca tinha feito isso. A distribuição de prêmio ao ouvinte que participasse, também, foi uma outra inovação de Nairson. Depois ele tentou uma carreira política, não foi bem sucedido, mas foi talvez o responsável pela primeira agência de publicidade realmente estruturada e organizada, com produção e tudo.  E pra concluir essa passagem vitoriosa pela vida, ele ainda foi o responsável por ter plantado a semente que terminou sendo hoje a TV Sergipe, ainda como repetidora e que terminou numa emissora estruturada e a emissora veio dessa capacidade criativa de Nairson Menezes”, define o conselheiro.

Para o comunicador Jairo Alves, Nairson Menezes nunca será esquecido. “O Nailson foi o primeiro em tudo. Quando ele chegou de São Paulo, ele foi diretor da TV Record e da Rádio Record, antes de Silvio Santos comprar a Rádio Record, então ele veio para Aracaju e revolucionou o rádio. Foi o primeiro a introduzir ouvintes pedindo músicas através do telefone, primeiro agente publicitário e teve a primeira agência publicitária. Então tudo o que se fala dele ainda é muito pouco pela importância que ele exerceu na comunicação”, conta.

Outro conhecido e admirador do trabalho do publicitário, o amigo e jornalista Pascoal Maynard, fez questão de ressaltar a importância do comunicador. “Ele foi um grande amigo, sempre presente. Eu tive algumas experiências profissionais com ele, que muito me ajudou na minha profissão. Nailson era uma pessoa inteligentíssima, muito competente, correto, uma pessoa muito dedicada a sua profissão e aos amigos. Nailson era isso, um profissional de excelência e um amigo”, ressalta.

O jornalista Ivan Valença também acompanhou o trabalho do publicitário e falou sobre o comunicador. “Como Diretor da rádio Difusora nos anos 50, foi ele quem renovou o rádio introduzindo auditórios e foi ele quem fez uma revolução através das emissoras do governo. Foi um baluarte na comunicação e só tenho a dizer que Sergipe perde um homem excepcional”, garante o jornalista.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br