sábado, 9 de setembro de 2017

Festa de lançamento do sinal digital da Aperipê TV

 A TV Aperipê agora pode ser sintonizada no canal 6.

Belivaldo Chagas e  João Augusto Gama.

 Irineu Fontes também esteve no evento.

Luiz Fontineli gravou seu DVD na ocasião.

Publicado originalmente no site da SECULT, em 7 de setembro de 2017.

Secretário Gama participa de lançamento do sinal digital da Aperipê TV

A implementação feita pela Fundação Aperipê foi possível graças ao investimento de R$ 3,7 milhões do  governo do Estado em todo processo de digitalização

Após diversos investimentos e parcerias, a Fundação Aperipê lançou oficialmente a transmissão do sinal em alta definição (HD), na última quarta-feira, 06. A partir de agora, o sinal, que estava em fase experimental há alguns dias, poderá ser recebido ao sintonizar no canal 06, das TVs abertas. Já nos serviços de TV por assinatura, a sintonia variará conforme o prestador – Sky Canal, canal 306; Claro, canal 406, GVT, canal 06, entre outros.

Durante a solenidade de lançamento o vice-governador Belivaldo Chagas disse que esses investimentos são necessários para que os sergipanos continuem ser contemplados com um conteúdo e uma transmissão de excelência. “É sempre muito bom participar de momentos tão importantes, e esse investimento de mais de R$3 milhões do governo do Estado mostra que estamos muito comprometidos não apenas com a comunicação em si, mas também com a Cultura. É preciso continuar pensando sempre no fortalecimento do sistema como um todo para que possamos manter a qualidade que tanto buscamos oferecer aos espectadores da TV Aperipê”, complementou Belivaldo.

De acordo com o secretário de estado da Comunicação Social, Sales Neto, essa conquista só foi possível graças ao governador Jackson Barreto. “Tudo isso está sendo possível porque o governador Jackson Barreto acreditou nesse projeto. Ao empoderar essa diretoria, que tem Givaldo como líder de uma equipe de grande competência, o governador reforçou a confiança que tinha nesses investimentos. Hoje, estamos aqui para concretizar uma era de modernidade, que coloca a Aperipê no patamar das emissora que possuem o que há de mais moderno, sendo capaz de levar um conteúdo de qualidade a milhares de sergipanos”, salientou.

O diretor presidente da Fundação Aperipê, Givaldo Ricardo, afirmou que até o ano que vem a cobertura deve abranger todo estado. Inicialmente, o sinal alcançará 45 municípios, e deve chegar a aproximadamente 1,7 milhões de sergipanos. Segundo ele, em todo processo de digitalização, iniciado ainda em 2007, foram investidos R$ 3,7 milhões, valor que deve aumentar ainda mais para que o sinal seja ampliado, pois a data limite para desligamento do sinal analógico é 30 de maio de 2018.

“Esse é um dos momentos mais importantes da história da TV Aperipê, que faz oficialmente hoje sua transmissão em alta definição. Os investimentos vêm acontecendo desde 2007, o que demonstra que para chegarmos até aqui foi preciso muito planejamento. Além disso, não podemos esquecer que esse avanço tecnológico também acompanha os avanços de conteúdo, com a programação cada vez melhor, com um videografismo novo e uma comunicação visual totalmente renovada para que o sergipano tenha concepção de que está recebendo agora uma nova televisão”, garantiu Givaldo.

Para o secretário de estado da Cultura, João Augusto Gama, essa data é um marco cultural e para a comunicação em Sergipe. “Esse é um avanço muito grande principalmente para a TV Pública em Sergipe. A Aperipê está realmente de parabéns por esse avanço, e por todo trabalho que está sendo realizado por quem está à frente da Fundação”, congratulou.

Investimentos

Em maio, a TV Aperipê apresentou à mídia e ao público sua nova parceria com a TV Cultura de São Paulo para a transmissão de programas em rede. Desde então foram criados aplicativos que permitem acessar a programação das rádios Aperipê AM e FM e da Televisão através de tablets (Android e IOS). Também foram criadas novas marcas e modificada toda programação visual.

A emissora possui cerca de 30 programas transmitidos, com ênfase na educação, na cultura e na busca da cidadania. O Programa Educa + TV, por exemplo, é produzido pela Secretaria de Estado da Educação.

Outros programas de destaque são o Jornal da Aperipê (de segunda a sexta às 18h30), o programa Esportivo Bola em Jogo (segunda às 19h), Nossa Terra, Nossa Gente, que abre espaço para apresentação de cantores e artistas sergipanos. O Programa é apresentado nas manhãs de sábado. Há ainda o Programa Sergipe Rural, transmitido ao sábado e reprisado na terça.

A Fundação Aperipê concluiu a recuperação das torres de transmissão da TV e das rádios AM e FM, localizadas no Morro do Urubu e na Emdagro. O investimento foi de R$ 156 mil, em recursos próprios.

Fonte: ASN.

Texto e imagens reproduzidos do site: cultura.se.gov.br

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Luis Fontinelli grava DVD em noite de lançamento do sinal em HD.

Luis Fontinelli grava DVD.
Foto: arquivo pessoal.

Publicado originalmente no site SE Notícias, em 01/09/ 2017.

Luis Fontinelli grava DVD em noite de lançamento do sinal em HD.
                                                                             
Informação e cultura em alta definição. É assim, que a TV Aperipê vai se mostrar para todos os sergipanos, ao vivo e oficialmente, a partir do próximo dia 6 de setembro, às 19:30h, no canal 6. O marco contará com a presença de autoridades e artistas, em um grande encontro, que será transmitido para 45 municípios de todo o estado.

Na ocasião, além do descerramento da placa, acontecerá o show e a gravação de DVD, do já consagrado artista sergipano, Luis Fontinelli, que também trará convidados, no intuito de tornar a noite ainda mais especial.

O sanfoneiro, Erivaldo de Carira que fará sua participação no show, mandou seu recado – “Eu me sinto feliz e honrado pelo convite, além de sensibilizado com o apoio que a TV Aperipê sempre deu a cultura de todo estado. Será, com toda certeza, uma noite memorável”. Afirmou.

Além de Erivaldo, a banda de forró “Balança Eu”, fará um som com um repertório que promete agradar aos apaixonados pela cultura sergipana como um todo. O vocalista, Alberto Marcelino falou sobre a noite que será um divisor de águas, tanto para a TV Aperipê, quanto para a carreira de Luis Fontinelli – “Me sinto lisonjeado e espero retribuir ao convite desse artista que representa a todos nós, nessa noite especial”. Ressaltou o cantor.

Texto e imagem reproduzidos do site: senoticias.com.br

domingo, 3 de setembro de 2017

TV Integração começa a promover reestruturação na TV Sergipe


Publicado originalmente no site do Cinform, em 2 de setembro de 2017.

Grupo da TV Integração começa a promover reestruturação na TV Sergipe

Por Nubem Bomfim 

A TV Integração que adquiriu metade das ações da TV Sergipe é uma rede de televisão brasileira, afiliada à Rede Globo, sediada em Uberlândia, no estado de Minas Gerais. Sua cobertura integra as regiões do Triângulo Mineira e Alto Paranaíba, Centro-Oeste de Minas, Noroeste de Minas, Zona da Mata e Compo das Vertentes/parte do Sul de Minas.

Possui representação em oito cidades mineiras, sendo elas: Uberlândia, Uberaba, Divinópolis, Araxá, Patos de Minas, Ituiutaba, Juiz de Fora e Barbacena

Cada região tem sua programação própria, como o Integração Notícia e o MGTV primeira e segunda edição. Ituiutaba apenas retransmite o sinal de Uberlândia, não tendo programação local. Já em Juiz de Fora programas como MGTV são produzidos em conjunto com a equipe de Barbacena.

Novo Padrão. 

A Rede Integração, a partir do dia 01/04/2016, juntamente com a inauguração da TV Integração Uberaba, estreou um padrão próprio de trilhas e vinheta, porém com o mesmo pacote gráfico do padrão Praça TV atual. As emissoras continuam utilizando o padrão 2009 de cenários. Os telejornais da emissora passaram a adotar juntamente com toda a rede, o novo padrão que acompanha as mudanças no jornalismo da Rede Globo

Integração Notícia. 

Integração Notícia – produzido por todos os escritórios do grupo e apresentado de Uberaba por César Antônio. Uberlândia, Patos de Minas, apresentado por Leandro Moreira; a edição de Divinópolis e Araxá é apresentada por Marcela Mesquita. Uma versão também é produzida, em Juiz de Fora, para a Zona da Mata. A apresentação é de Camila Saenz.

As novas demissões de jornalistas e demais profissionais do campo jornalístico na TV Sergipe faz parte do processo de reestruturação que o Grupo Integração irá implantar na nova emissora. Está previsto também a retirada de alguns programas locais e o lançamento de novos formatos jornalísticos, como ocorreu em Minas.

Texto e imagem reproduzidos do site: cinform.com.br

sábado, 2 de setembro de 2017

Afiliada da Globo em Sergipe é vendida...



Publicado originalmente no blog Observatório da Televisão, em 01/09/2017.

Afiliada da Globo em Sergipe é vendida para grupo dono de canal global em Minas Gerais.


Por Guilherme Rodrigues.

A TV Sergipe, afiliada da Globo no menor estado do Brasil, tem novo dono. Antes pertencente somente ao ex-governador do estado, Albano Franco, agora ela terá também capital do Grupo Integração, dono da TV Integração, afiliada global no interior de Minas Gerais.

Segundo apurou o Observatório da Televisão, o Grupo Integração comprará metade das ações da emissora, por um valor de negócio estimado em R$ 48 milhões. O negócio inclui também a FM Sergipe, rádio também pertencente à Família Franco.

A princípio, o Grupo Integração comprará metade das ações da emissora, com os Franco ficando com a outra metade. As decisões na TV devem ser decididas meio a meio, mas com a prioridade na consultoria para o grupo mineiro.

O comunicado oficial sobre a compra deverá ser divulgado ainda nesta sexta-feira (1), no mais tardar até a próxima segunda-feira (4). A notícia foi impactante para muitos trabalhadores do canal, mas não exatamente surpreendente.

A ideia do ex-governador vender a à emissora já vinha de algum tempo. O primeiro ponto é a crise de investimentos que a TV Sergipe/Globo tem vivido nos últimos anos.

Desde 2015, uma série de demissões vinha ocorrendo, como a extinção do núcleo de entretenimento, que produzia o programa Combinado – sua execução e produção foram terceirizadas e o programa continua no ar com tempo diminuto nas tardes de sábado.

Além disso, projetos como a troca de cenário dos telejornais locais da emissora – Bom Dia Sergipe, SETV1 e SETV2 – foram adiados por conta da falta de recursos.

Nesta quinta-feira (31), por exemplo, um dos mais experientes repórteres da casa, o jornalista Carlos França, foi dispensado, algo que lamentou bastante em sua página no Facebook.

O segundo ponto é de administração. Ninguém na família Franco tem se interessado em gerenciar ou administrar a televisão, que vinha trazendo problemas financeiros para os Franco nos últimos tempos. Inspirada na Rede Bahia, parceira da Globo no estado vizinho, a família Franco procurou um sócio para o negócio – mas não se descarta, nem de longe, vender a totalidade do canal.

Na Bahia, a Rede Bahia/Globo é da família Magalhães, mas 30% das ações são do Grupo EPTV, dona de emissoras filiadas a Globo no interior de São Paulo.

O Grupo Integração é um dos mais confiáveis grupos de comunicação ligados a Globo no Brasil. Atualmente, são donos da TV Integração, emissora filiada ao canal carioca na região sul de Minas Gerais, sendo elogiada pela própria rede por sua estrutura e qualidade de programação.

A Integração já tinha intenção de investir no Nordeste, e num primeiro momento, queria comprar a TV Mirante, filiada da Globo no Maranhão, pertencente a folclórica família Sarney. No entanto, as altas dívidas afastaram a compra. Agora, o investimento será em infraestrutura e contratação de pessoal em Sergipe.

Texto e imagem reproduzidos do blog: observatoriodatelevisao.bol.uol.com.br

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Programa Expressão, com Pascoal Maynard, na Aperipê TV

Clique aqui e assista ao vivo pela Internet: http://aperipe.com.br/ao-vivo/tv
No programa "Expressão" desta sexta (01 de setembro) 
às 7 da noite na Aperipê TV (agora em HD),
 reprise no sábado, às 5 da tarde.

Apresentação de Pascoal Maynard.

 Professor Jorge Carvalho e o curador 
Anderson Camilo. Exposição fotográfica.

 O teatrólogo Lindolfo Amaral. 40 anos do Grupo Imbuaça.

O jornalista e escritor Cleiber Vieira, autor do livro 
"Um Herói Sergipano Na Segunda Grande Guerra".

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Vendida a TV Sergipe para a 'TV Integração', de Minas Gerais


Sob nova direção.

Conforme o Bacanudo.com já havia antecipado o burburinho e cantado a bola há pouco mais de 15 dias, a notícia ventilada na manhã desta quinta-feira, 31, na capital dos sergipanos, confirma a venda da TV Sergipe para a 'TV Integração', de Minas Gerais.

Por uma polpuda quantia equivalente a mais de uma centena de milhões de Reais, a afiliada da Rede Globo em Sergipe, fincada no Alto do Morro, passará a ser administrada pela 'TV Integração', uma emissora mineira que retransmite a programação da Rede Globo, além de gerar programas locais.

A 'Integração', é uma rede de transmissão regional, que tem a central localizada em Uberlândia, mas o seu departamento jornalístico foi transferido em 2010 para a unidade de Divinópolis.

Para a notícia ficar mais completa, só resta saber se a outra metade da sociedade sergipana permanece, ou a emissora foi vendida inteira para a empresa de comunicação mineira, que sem dúvida fará um remanejamento total no quadro de funcionários e passará a administrar de forma precisa e necessária, como ela está precisando. 

Fonte: 



Texto e imagem reproduzidos do site:
bacanudo.com

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Unit Notícias atinge a marca de 2 000 programas




Publicado originalmente no site da UNIT, em 23/08/2017.

Unit Notícias atinge a marca de 2 000 programas.

Projeto pioneiro no estado é o único telejornal laboratório exibido em TV aberta

Da telinha do Unit Notícias para as principais telas de emissoras do estado e do Brasil. Desde 2009, a Universidade Tiradentes, por meio do curso de Jornalismo, promove aos acadêmicos uma grande experiência: a de participação no telejornal laboratório, exibido na TV Atalaia. Neste mês de agosto, o Unit Notícias atingiu a marca de 2 000 programas a contar pela data do seu retorno, em 2009.
     
Ao todo, mais de 3 500 reportagens. Por ano, cerca de 20 alunos participam da produção de pauta, produção, edição, reportagem e apresentação do programa. Uma rotina diária que exige comprometimento e um aprendizado constante dos acadêmicos que, antes que ir pra bancada, passam pelas disciplinas de técnicas de reportagem, entrevista e pesquisa jornalística, comunicação e expressão oral – Técnicas de Dicção.

“O telejornal é um dos poucos no Brasil veiculado na TV aberta. E isto é muito importante porque os estudantes tem a oportunidade de vivenciar o jornalismo de TV”, salienta a coordenadora do curso de Jornalismo, professora Valéria Bonini.

Com modernas estruturas de estúdio e equipamentos, os estudantes contam com o Complexo de Comunicação Social com o intuito de contribuir na formação profissional. “Procuramos implementar uma rotina de produção como se eles realmente tivessem em uma redação. Há um envolvimento em todos os processos para preparar o aluno para o mercado de trabalho”, reitera a professora Juliana Almeida, coordenadora do Unit Notícias.

“Considero que sou uma privilegiada porque este é um diferencial da Unit e uma vitrine para que possamos aprender cada dia mais e aperfeiçoar o que aprendemos em sala de aula”, enfatiza a estudante de jornalismo, Selma Souza.

Egresso da Unit, o jornalista Danilo Mecenas, atualmente é repórter em uma afiliada da Rede Globo no interior de São Paulo. Para o jornalista, a passagem pelo Unit Notícias foi um diferencial em sua carreira. “Uma das experiências mais marcantes na minha vida profissional foi à ida para o programa Profissão Repórter. Passei quase dois meses trabalhando e aprendendo na redação de São Paulo. O material que eles conferiram foi o do Unit Notícias. Mais que um jornalista, a universidade me formou como ser humano”, garante.

Os acadêmicos acompanham todas as fases do telejornal e fazem a cobertura dos principais eventos da Universidade Tiradentes com o intuito de dar visibilidade à instituição. Além disso, cobrem assuntos de interesse da comunidade em geral. O Unit Notícias vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 13h10, na TV Atalaia.

Texto e imagens reproduzidos do site: portal.unit.br/blog/noticias

TV Aperipê começa a operar em Alta Definição (HD)


Publicado originalmente no site Aracaju Magazine, em 23/08/2017.

TV Aperipê começa a operar em Alta Definição

A TV Aperipê começou a transmitir, inicialmente em fase de teste, com som e imagem em alta definição nesta segunda-feira, 21. O lançamento oficial do novo sistema acontecerá dia 6 de setembro, no pátio da emissora, localizada na Rua Laranjeiras, em Aracaju.

Os investimentos para mudança de sinal começaram em 2007, atingindo R$ 3,7 milhões, destinados à compra de novos equipamentos. Nesse primeiro momento, 45 municípios passam a receber o sinal HD. 

A tendência é que até o início de 2018, todos os municípios de Sergipe sejam contemplados.

Segundo o diretor presidente da Fundação Aperipê, Givaldo Ricardo, A TV Aperipê irá reforçar o compromisso de valorizar e levar a cultura sergipana a todo estado -

“Estamos colocando no ar, uma nova televisão para cada vez mais, mostrar Sergipe aos sergipanos. Junto com a mudança tecnológica, estamos também melhorando a programação. A Aperipê vai continuar avançando”, declarou.

Texto e imagem reproduzidos do site: aracajumagazine.com.br

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Tiago Hélcias e Gilvan Fontes


“...esse cara é a história viva do jornalismo sergipano. O mestre Gilvan Fontes é referência para muitas gerações e para mim não seria diferente!” (Tiago Hélcias, na TV Atalaia).

Foto e legenda reproduzidas do Facebook/Tiago Hélcias.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Telecine oferece assinatura fora da TV paga para concorrer com Netflix


Publicado originalmente no site Antenados na Sky e Cia, em 08/08/2017

Telecine oferece assinatura fora da TV paga para concorrer com Netflix.

Para concorrer com a Netflix, a programadora Globosat vai permitir que as pessoas assinem os canais de filme Telecine independentemente de um pacote de televisão paga. Os consumidores vão poder assinar os canais de filme diretamente do aplicativo Telecine Play.  As informações foram divulgadas pelo jornal Valor Econômico, em matéria publicada nesta segunda-feira (7).

Até então, só é possível contratar os canais Telecine a partir da assinatura de um pacote de televisão paga. Depois de contratado o serviço, o consumidor pode assistir aos canais na televisão ou em dispositivos eletrônicos, como smartphones, e, neste último caso, é preciso inserir seu login e senha de assinante do pacote de televisão paga.

A ideia da Globosat é inverter essa lógica. Segundo o jornal Valor Econômico, a programadora vai permitir que qualquer pessoa com acesso à internet assine os canais Telecine, independente de ter um pacote de TV paga. A medida surge para concorrer com a Netflix e outros serviços de streaming, que já utilizam a lógica de assinatura digital.

O preço, porém, deve continuar alto. Para não desagradar as operadoras de televisão, que vão continuar a oferecer o pacote em seus serviços, o preço da assinatura individual do Telecine Play será o mesmo praticado pelas operadoras de televisão por assinatura.

Ainda segundo o jornal Valor Econômico, a Globosat estuda lançar o mesmo formato para outros canais da grade da programadora, começando pelos de esportes, em especial o Combate Play, que transmite lutas do UFC. 

Texto reproduzido do blog: antenadosnaskyecia.blogspot.com.br

Presidente da Sky anuncia serviço de streaming

Luiz Eduardo Baptista, presidente da Sky.
Karime Xavier/Folhapress.
      
Publicado originalmente no site do jornal Folha de S. Paulo, em 13/07/2017.

Presidente da Sky prevê acordo com canais e anuncia serviço de streaming.

Por Nelson Sá de São Paulo.

Ainda ecoa a frase de Luiz Eduardo Baptista, da operadora Sky, sobre a Netflix, há três anos: "Se começarem a incomodar, podemos comprar esses caras". Ele diz que era brincadeira, mas ela se tornou prova da recusa da internet pelo setor de TV paga.

Não mais, informa Baptista. A Sky lança em 2018 um serviço só pela internet, não de filmes e séries como a Netflix, mas de canais. Uma TV paga em streaming, formato que vive "boom" nos EUA, com novos serviços da DirecTV, controladora da Sky, e até do Google (YouTube TV).

O executivo enfrenta questões mais imediatas, como a ausência de Record e SBT da grade da Sky, em confronto iniciado por elas "que acabou sendo ruim para todo mundo". Baptista diz que o acordo está próximo, agora que elas se mostram "flexíveis".

Em entrevista, fala ainda da estreia de novos canais, possibilitados pelo investimento em infraestrutura.

Folha - Nos EUA, foi lançada uma série de serviços de TV paga pela internet: DirecTV Now, YouTube TV, Playstation Vue. Já está no radar, aqui?

Luiz Eduardo Baptista - O DirecTV Now vai vir no ano que vem para o Brasil. O nosso processo é de lançar lá, ver quais são os "bugs", os problemas. Na hora em que a qualidade do serviço se normalizar, vai chegar ao Brasil. Será um produto que você não vai precisar de equipamento, como hoje. São serviços diferentes, ainda que possa haver coincidência do conteúdo.

DirecTV Now significa entregar o conteúdo linear [canais] por meio de streaming. O desafio no Brasil é que a qualidade da banda larga é uma em São Paulo e Rio e não é a mesma no resto do país. Será mais desafiador que nos EUA, que tem infraestrutura.

A Sky investiu R$ 1,3 bi em novo satélite e centro de transmissão. Quando foi tomada a decisão o país estava melhor?

Se a gente não tivesse decidido em 2013, estaria em maus lençóis hoje, independentemente de como o Brasil esteja. A empresa está aqui há quase 21 anos e pretende ficar outros tantos. Para o futuro, honestamente, não sei se a gente vai ter outro satélite, porque mudou tanta coisa, não tinha Google, Facebook, iPhone. Mas ele, combinado com o centro, permite acabar até o fim do ano com o hiato entre o sinal SD [definição padrão] e o HD [alta definição]. E o novo satélite dá mais espaço, é como se você tivesse uma sala mais ampla.

Serão quantos canais novos?

Cinquenta até o fim do ano, canais que as pesquisas apontaram que a gente deveria ter. Por exemplo, Dog TV. A gente não se toca, mas o Brasil é o segundo mercado em produtos "pet". Claro que é nicho, como é na TV por assinatura. Outro é o Vice, com conteúdo para "millennials", com o qual a Globo também fez um acordo, para se modernizar.

Em que pesem todas as dificuldades que a gente tem no país, a vida vai continuar. A gente acredita no filme do Brasil, não está tomando decisão baseado na foto do Brasil.

Quanto aos canais do Simba, Record, SBT e RedeTV!, houve avanço nas negociações?

Houve. Primeiro se declarou guerra para depois vir conversar. A tendência é de aproximação. A gente está otimista de que possa chegar a um acordo. O novo interlocutor, determinado por eles, é egresso de TV por assinatura. Entende que existe imposição legal para poder cobrar do cliente. Que temos limitações, que não é simplesmente a vontade de pagar ou não. Se você perguntasse dois meses atrás se isso chegaria a bom termo, eu diria que seria impossível. Hoje, a gente nunca esteve tão próximo de um acordo.

Foi o novo interlocutor, Ricardo Miranda, ex da própria Sky, que reduziu o desencontro?

Houve uma combinação de coisas. Acho que está claro, para os participantes do Simba, que foi um desastre o que fizeram. Porque perderam audiência e anunciantes. Esse é um jogo que acabou sendo ruim para todo mundo. Afetou a gente, mas com certeza menos do que as redes abertas. Segundo, o Ricardo chegou e deve tê-los ajudado a entender como funciona a TV por assinatura. O desafio é monetizar, convencer o cliente a pagar.

Como foi o impacto?

O primeiro estresse foi: "Onde é que está meu canal?". Era natural que as pessoas ligassem para perguntar. O que houve, nos primeiros dias, foi um volume três vezes maior de chamadas para saber onde estavam esses canais.

Passados os dias, o cara tem que tomar decisão: "Continuo ou cancelo a assinatura?". No caso da Sky, a gente perdeu algo como 15 mil assinantes, que alegaram estar cancelando por isso. Mas a gente não fez disso um problema. Para quem tem seis milhões de assinantes, 15 mil, ainda que a gente não quisesse perdê-los, saiu relativamente barato.

E depois é vida que segue. A gente vai acabar chegando a um acordo com o pessoal do Simba, eles estão mais flexíveis, mas vai ser muito diferente do que imaginaram, uma fração. A gente nunca quis derrubar os canais. Eles é que disseram: "Derrube, que não quero continuar no ar".

Qual é o percentual de participação do Grupo Globo na Sky?

A Globo é proprietária de 7%, mas não tem nenhuma interferência na gestão de conteúdo ou do negócio. A relevância que a Globo teve há 12 anos, quando era controladora, foi se diluindo. O controle é da AT&T, que comprou a DirecTV nos EUA e é proprietária de 93% da Sky no Brasil.

Existem canais de conteúdo nacional, nesses novos?

Olha, eles são baseados no que os assinantes queriam e não havia demanda por canais nacionais. Mas tem canais que a Globo faz, tem novos canais de todos os tipos. Dentro de cada um, até por questão regulatória e legal do Brasil, você tem que ter um pedaço de conteúdo nacional. Eles abrem oportunidade para quem quer desenvolver conteúdo para cães no Dog TV, para o Home and Garden.

Mas o desafio hoje está muito mais nos recursos para que você produza conteúdo nacional do que no acesso à plataforma. O cara não consegue produzir. A maior parte do dinheiro para conteúdo nacional vinha por incentivo [fiscal]. Com a queda de lucratividade das empresas, começa a minguar o dinheiro. É uma coisa preocupante, para quem produz conteúdo nacional. Mas eu acredito que, do ponto de vista sistêmico, o lançamento de novos canais vai abrir a possibilidade e a necessidade de produção local.

Por parte dos próprios canais?

Eles terão que botar dinheiro para desenvolver conteúdo nacional. Eles sabem disso, tanto que decidiram vir.

Sobre o Netflix e aquela frase sua, "Se começarem a incomodar, podemos comprar esses caras no Brasil"...

Isso foi mal interpretado. Era uma brincadeira. A Netflix nunca seria vendida numa só localidade, pela natureza do seu negócio. Agora, o nosso negócio no Brasil é algumas dezenas de vezes o da Netflix aqui. E o conteúdo que a Netflix entrega é, na verdade, complementar ao nosso. A Netflix é muito mais concorrente de uma HBO ou de um Telecine do que da Sky. É uma geradora de conteúdo. Imagina se, além de HBO e Telecine, eu pudesse vender Netflix na Sky? Isso é uma possibilidade.

Texto e imagem reproduzidos do site: folha.uol.com.br/ilustrada

sábado, 12 de agosto de 2017

Existiria um PTV: Partido da Televisão?

 Tiago: tem recebido convites e pode entrar na política.

 Fábio: quer ajudar partido a chegar na Câmara Federal.

Gilmar: está no mandato e buscará reeleição.

Publicado originalmente no site do Cinform, em 08/09/2017.

Existiria um PTV: Partido da Televisão?

Por Anderson Christian

Apresentadores que são políticos ou que querem ser: será que a TV os ajuda a se eleger?

“Quem não é visto, não é lembrado”. Essa máxima vale para quase todas as situações. Mas, na política, ela é quase que uma regra de ouro, uma vez que a atividade pública exige que as pessoas que estão em cargos eletivos ou não se mantenham na lembrança da população que, a cada dois anos, se transforma em eleitora dos políticos nossos de cada dia.

Assim sendo, será que há algum desequilíbrio entre candidatos que também são apresentadores de programas televisivos em relação àqueles que não possuem essa atividade em sua lida cotidiana?

“A legislação eleitoral proíbe a participação em período eleitoral justamente para evitar desequilíbrios. A lei define prazos que são entendidos como razoáveis, a legislação acha que é o suficiente para equilibrar o pleito”, diz Eunice Dantas, da Procuradoria Regional Eleitoral – PRE.

Pé-pé-pé. 

Gilmar Carvalho, atualmente sem partido, é deputado estadual e, ainda que não diretamente, herda uma tradição que começou com o radialista Laércio Miranda, falecido em 2008. Laércio, nos anos 1980, quando, se envolveu na política, elegeu-se vereador e chegou a deputado estadual em 1990. Tudo muito fundamentado em sua atuação na Rádio Jornal.

Eleito suplente de deputado estadual em 2014, desde o início deste ano Gilmar é deputado de fato. Interessante é que ele está na televisão, no programa Cidade Alerta Sergipe, da TV Atalaia, desde 2016. Mas não acredita que isso seja decisivo no sucesso eleitoral. “O que dá vantagens ou desvantagens a qualquer um na política é o serviço que ele presta ou deixa de prestar”.

E Gilmar prossegue. “Se a TV fosse tão certeira assim numa eleição, qualquer apresentador e poderia ser governador e até presidente. A TV é apenas um instrumento. Dizer que só a TV elege, é um exagero. A TV e o rádio são excelentes instrumentos. É preciso saber que serviço você presta. E a população sabe discernir isso”, analisa Gilmar Carvalho.

“Sou da comunicação". 

Outro integrante da TV Atalaia, apresentador do Balanço Geral Manhã, é o ex-prefeito de Socorro, Fábio Henrique. “Mas antes de ser político eu já era radialista. Sou da comunicação, com muito orgulho”, diz Fábio, que ainda exerce a função de secretário de Estado do Turismo. “Mas antes de assumir esse novo desafio, conversei com o governador (Jackson Barreto) e com o pessoal na TV. Tenho independência e faço questão de registrar que Jackson jamais pediu que eu mudasse nada em meu programa e na minha postura”, frisa Fábio Henrique.

De toda forma, Fábio não considera que há uma relação tão intensa entre apresentação de TV/quantidade de votos por uma razão que ele mesmo expõe. “No momento estou preocupado em fazer bem feito esse novo desafio profissional na comunicação e em deixar minha marca na secretaria de Turismo”.

Mas quando a pergunta é objetiva, ele não se esquiva: será candidato em 2018? “O meu partido, o PDT, precisa de candidaturas a deputado federal. Eu buscarei contribuir com minha candidatura também. Mas só discutirei política no ano que vem”, define Fábio.

Novinho. 

O outro personagem da reportagem é o apresentador Tiago Helcias, também da TV Atalaia, que comanda o Balanço Geral Tarde. “Olha, a televisão pode ser um impulso muito bom. Mas essa coisa da política tem que vir de fora para dentro, não pode ser apenas a vontade de ser candidato. Tem uma série de fatores”, avalia Tiago.

Tiago: tem recebido convites e pode entrar na política
Para ele, existem exemplos disso. “Bareta, na minha opinião, está entre os melhores apresentadores de TV do Estado. Mas, na política, não deu certo. Portanto, tem muito mais coisas para serem analisadas do que apenas considerar que, por star na TV, pode se candidatar e vai ganhar”. Mas estaria Tiago Helcias a ensaiar uma candidatura. “Não nego que os convites existem. E é como eu digo, tem que ser de fora para dentro. Lideranças comunitárias me falam que querem me apoiar numa eventual candidatura. E eu estou avaliando tudo isso, inclusive o cenário político, que indica que a população quer renovação. Mas vamos ver mais à frente”, diz Tiago.

Aliás, quanto a essa ligação entre política e TV, um outro grande apresentador e jornalista sergipano, que preferiu o anonimato, tem uma argumentação interessante para descolar a imagem de que quem é apresentador, ganha eleição e ponto. “A população quer um jornalismo que cobre, que investigue, que vá para cima do poder público. Não quer um jornalista que seja o próprio poder público. O povo sabe discernir muito bem isso”, revela o apresentador.

Barbas de molho. 

Pelo sim, pelo não, vale o aviso para os apresentadores e para a população: a qualquer sinal de abuso do poder de um veículo de comunicação de massa e concessão pública, como são as emissoras de televisão, a punição pode vir por aí. Ou, como diria o citado Bareta: “a cana é dura”!

“A legislação impõe parâmetros, iguais para todo mundo. Mas nós analisamos caso a caso para saber se houve abuso. Já tivemos um caso, o do ex-prefeito de Capela, Sukita, que foi investigado e nós constatamos que houve, sim, abuso. E era no rádio, só que distribuía prêmios”, recorda a procuradora Eunice Dantas.

Para ela, tudo bem que os apresentadores sejam candidatos ou que os candidatos sejam apresentadores. “Nós vamos analisar caso a caso, sem nenhuma dúvida”, frisa Eunice Dantas. Portanto, senhores apresentadores, com a chegada de 2018, das eleições, saibam se portar diante da câmera, do microfone e, finalmente, diante de seus respectivos públicos. Porque, em caso de abuso, a PRE pode fazer de um “campeão de audiência”, um “campeão” de processos eleitorais.

Texto e imagens reproduzidos do site: cinform.com.br

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Antiga grade de programação da TV Sergipe

Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/
Prefeitura Municipal de Aracaju/Revista Aracaju.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do Professor Eudo Robson.

sábado, 15 de julho de 2017

terça-feira, 20 de junho de 2017

Jornal Nacional estreia em casa nova

 William Bonner e Renata Vasconcellos no novo estúdio do JN. 

 Nova redação da Globo integra jornalistas de TV e internet.

Fotos: Globo/João Cotta.

Publicado originalmente no site G1, em 19/06/2017.

Jornal Nacional estreia em casa nova.

Estúdio fica no centro de uma redação com 1.370 m², que integra equipes da TV e internet.

Por G1

OJornal Nacional desta segunda-feira (19) foi transmitido do novo estúdio do telejornal, que fica no coração do recém-inaugurado prédio da Redação de Jornalismo da Globo no Rio de Janeiro.

Com a tecnologia a serviço da notícia, o cenário foi montado dentro de um espaço totalmente novo, que reúne jornalistas de TV e da internet.

A redação é composta pelas equipes da Editoria Rio, G1 Rio, Bom Dia Brasil, além do Jornal Nacional, e foi projetada para tornar mais eficiente o fluxo de informação e dar agilidade à produção para diversas plataformas. A GloboNews tem no local um posto avançado, para facilitar a integração com a cobertura de notícias relativas ao Rio.

“Nosso primeiro compromisso é com o jornalismo e é significativo que, no auge de um período crítico da vida nacional, estejamos inaugurando um moderno estúdio de jornalismo na Globo”, disse Roberto Irineu Marinho, presidente do Grupo Globo, durante a inauguração do prédio, na tarde desta segunda-feira, reafirmando também o compromisso da empresa com a verdade, com a continuidade de seus negócios e com o Brasil.

“Somos e queremos continuar sendo uma empresa familiar, que olha para o longo prazo e – como diz um dos nossos valores – investe hoje para construir o futuro onde queremos viver. Mesmo nos momentos de crise, nunca paramos de investir. A preservação e a continuidade de nosso grupo de empresas é, portanto, o nosso segundo compromisso”, disse. Roberto Irineu estava acompanhado dos irmãos e vice-presidentes do Grupo Globo, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho (veja a íntegra do discurso no final da reportagem).

A nova redação dobrou de tamanho e passou a ter 1.370 m², ocupados por 189 postos de trabalho, 18 ilhas de edição, três de pós-produção, duas cabines de locução e salas de reunião – tudo ao redor do moderno estúdio do JN.

Tecnologia, inovação e a notícia no centro da nova redação da Globo

"O estúdio do JN, que é a estrela, é visualmente bonito, mas ele não é algo só para ser visto, é para ser usado. Tudo que encantará informará ao mesmo tempo. Esse é o grande passo que a gente está dando”, disse o diretor-geral de Jornalismo, Ali Kamel.

Inovação

“Temos o compromisso com a inovação e com surpreender a nossa audiência. É um projeto bem diferente de tudo que existe, não tínhamos referências para seguir. As inovações complementam a apresentação talentosa dos âncoras, que poderão interagir com os gráficos, correspondentes e apresentadores do tempo, por exemplo”, contou o diretor de Ilustração e Arte do Jornalismo e Esporte, Alexandre Arrabal, responsável pelo projeto.

Atrás da bancada dos apresentadores há um vidro de 15 metros em curva, desenvolvido exclusivamente para o cenário do Jornal Nacional, que dá uma perfeita visão da redação em funcionamento. O vidro é revestido por uma película que escurece sincronizada a nove projetores a laser para permitir imagens de excelente qualidade.

No fundo da redação, uma tela de LED retrátil – com 16 metros de largura, três de altura e cerca de três toneladas – dá um efeito 3D os recursos gráficos do estúdio. As artes projetadas podem ser vistas de diferentes perspectivas, segundo o movimento das câmeras.

“É um estúdio imponente. A identidade visual vem acompanhada de uma razão de ser, associando beleza e funcionalidade. Tecnologia e elementos do cenário trabalham em função da notícia. É uma maneira de levá-la ao público de forma mais clara e rápida e, por que não?, mais bonita também”, declarou a editora-executiva e apresentadora Renata Vasconcellos.

“Fiquei encantado quando entrei pela primeira vez no cenário. É emocionante ver o que estava em um projeto gráfico se consumar numa obra física, muito bonita e impactante”, afirmou William Bonner, editor-chefe e apresentador do JN.

Apresentadores e repórteres falam do novo estúdio do Jornal Nacional

O estúdio também tem duas câmeras operadas por braços robóticos, como os utilizados na indústria automotiva, adaptados e que se movimentam em nove eixos. Suas trajetórias são pré-fixadas ou guiadas por sensores pelo movimento dos apresentadores. Também há uma câmera de trilho de chão, que se desloca acompanhando a curva do cenário, e outra de trilho aéreo, que dá uma visão ampla de toda a redação.

A nova redação onde fica o estúdio tem uma sala de partida, que funciona como um centro de apuração e monitoramento dos acontecimentos do Rio de Janeiro, abastecendo ainda o Jornal Nacional e o Bom Dia Brasil com informações do Brasil e do mundo. Por um grande video wall é possível monitorar em tempo real agências internacionais de notícias, canais internacionais e nacionais de relevância e todos os sinais de equipes externas em trabalho no Rio. É feita aí também a escuta digital, que captura o que acontece nas redes sociais.

Nesta sala ficam concentradas ainda as chefias de reportagem e os supervisores de operações de jornalismo no Rio da Globo, da GloboNews e do G1. Dos já modernos estúdios de São Paulo, que também privilegiam a interação das equipes, continuarão saindo Jornal Hoje, Jornal da Globo, Hora 1, Profissão Repórter, Globo Rural, Bem Estar e Como Será?. Fantástico tem seu estúdio e redação próprios, assim como o Globo Repórter – estes dois no Rio de Janeiro.

"O valor maior do nosso trabalho é o nosso conteúdo. É ele que nos alimenta, nos dá força e é fundamental. Em qualquer horário, em qualquer programa ou telejornal, em qualquer mídia. Ao olhar para o futuro, a gente vê que o jornalismo de verdade é o que permanecerá e tenho certeza que juntos estamos construindo muito bem, com muita solidez, esse caminho", afirmou o diretor geral da Globo, Carlos Henrique Schroder, durante a inauguração.

Nova redação.

Casa do novo estúdio do Jornal Nacional, o novo prédio da Redação de Jornalismo tem dois pavimentos. No primeiro está a redação integrada, com as equipes da editoria Rio, do Bom Dia Brasil, do Jornal Nacional, da Produção de Rede, dos sites dos telejornais, do G1, da agência News Source e de Operações, além do posto avançado da GloboNews.

O térreo abriga as operações de externa e as áreas de apoio e, para facilitar a logística, conta com um espaço dedicado ao carregamento das Unidades Móveis do Jornalismo. A construção acolheu ainda soluções sustentáveis. A fachada é revestida por uma tela com propriedades térmicas que reduzem a incidência solar e, com isso, a temperatura interna do prédio. Um telhado verde, além de servir como área de convivência, também ajuda no isolamento térmico e a iluminação em LED diminui o consumo de energia.

“Estes três compromissos – com o jornalismo, com a continuidade de nossas empresas e com o Brasil – são, para nós, indissociáveis. Só com uma empresa que permanece e se sustenta conseguimos produzir jornalismo independente. Só com a busca incessante da verdade – essência do jornalismo – se pode compreender nossas mazelas e identificar caminhos. E só uma sociedade que se reconhece e se valoriza constrói um caminho sólido para um futuro melhor”, concluiu o presidente do Grupo Globo Roberto Irineu Marinho.

Leia a íntegra do discurso de Roberto Irineu Marinho:

Bom dia,

Hoje é um dia para comemorar. Afinal, mais uma vez colocamos de pé um sonho, representado por essas fantásticas instalações que são fruto do esforço e da criatividade de tantas pessoas. Este é um momento adequado para refletir com vocês sobre o que isso representa para todos nós e reafirmar nossos compromissos com o jornalismo, com a continuidade dos nossos negócios e com o Brasil.
Nosso primeiro compromisso é com o jornalismo e é significativo que, no auge de um período crítico da vida nacional, estejamos inaugurando um moderno estúdio de jornalismo na Globo.

Somos um grupo de mídia que emprega 5.800 jornalistas em todas as plataformas, - considerados os nossos afiliados - produzindo em tempo integral notícias, análises e informação para diversos meios.
Na TV Globo, levamos ao ar mais de 7 horas de jornalismo por dia, produzimos a Globonews, nosso canal 24 horas, e o G1, nosso portal de informação.

Este investimento feito na quadra pela qual estamos passando significa reafirmar nossa paixão pelo jornalismo e o compromisso com nossos princípios editoriais.

A principal característica desta crise política não é apenas a imprevisibilidade e o alto grau de incerteza, pois isso já aconteceu antes, é a guerra da contrainformação, dos fatos alternativos, das teorias da conspiração e, por que não dizer, do mar de mentiras que nos assola, principalmente através da internet e das redes sociais.

O nosso compromisso com a verdade, com a “sua excelência, o fato”, como diria Ulysses Guimarães, nos torna um porto seguro da informação e um dos alicerces da vida democrática. Dá para imaginar o que seria se não existíssemos junto com outros respeitados baluartes do bom jornalismo no Brasil?

O Grupo Globo faz 92 anos esse ano. A partir do meu avô, Irineu Marinho, fundador do jornal 'O Globo' em 1925, estamos na terceira geração a conduzir as nossas empresas.

Nosso trabalho principal é cuidar da saúde do grupo de empresas e do exercício de sua missão e princípios, para entregá-lo saudável à próxima geração que continuará a mesma tarefa.

Começamos com um jornal local, entre tantos outros que eram publicados no Rio de Janeiro daquela época, crescemos para um conjunto de empresas de rádio, revistas, jornais e televisão, e agora, no século 21, tornamo-nos um grupo de mídia integrado e tão sofisticado quanto os grupos mais importantes do mundo.

Nós, da terceira geração, já incorporamos a quarta, representada por meu sobrinho Paulo e por meu filho Roberto, que seguiram um duro programa de preparação para ocupar de forma planejada posições executivas nas empresas. Além disso, meu neto mais velho, Rodrigo, membro da quinta geração, acaba de fazer seu primeiro estágio aqui.

Somos e queremos continuar sendo uma empresa familiar, que olha para o longo prazo e – como diz um dos nossos valores – investe hoje para construir o futuro onde queremos viver.

Mesmo nos momentos de crise, nunca paramos de investir.

Apenas nos últimos doze meses, começamos a construção de um novo estúdio de produção de novelas de concepção totalmente inovadora e que deve dobrar nossa capacidade de produção, inauguramos as novas instalações do jornal 'O Globo', adquirimos o controle do jornal 'Valor', investimos em serviços e plataformas digitais no Zap e na Órama, ampliamos o alcance da GloboPlay, nos associamos à 'Vice' no Brasil e lançamos a Nova Rádio Globo, entre diversas outras iniciativas.

Estamos com resultados pujantes de audiência na TV Globo, com produtos excelentes e inovadores, sendo vistos por mais de 100 milhões de brasileiros a cada dia.

Nós não temos tempo para o pessimismo, nem para prestar atenção aos boatos sem fundamento que com frequência lançam contra nós nas redes sociais.

A preservação e a continuidade de nosso grupo de empresas é, portanto, o nosso segundo compromisso.

Não existe em nenhum outro lugar um grupo de mídia que produza tal quantidade de conteúdo de qualidade para sua população. Somos o espelho do Brasil, refletindo seus anseios, seus problemas, seus sonhos e sua realidade. Ouvimos os brasileiros e tocamos cada um na sua razão e emoção.

Ninguém é indiferente ao que a Globo faz: somos criticados e elogiados, muitas vezes cobrados por ações que não estão no nosso escopo de atuação como grupo de mídia, o que ressalta a percepção da nossa relevância.

Trazemos para o centro de discussões causas que mobilizam e ajudam a transformar a sociedade, estimulando o debate, a diversidade e a busca de saídas para as grandes questões nacionais.
Além disso, geramos 19 mil empregos diretos e 15.800 indiretos em prestadoras de serviços e pagamos 14 bilhões e meio de reais em impostos nos últimos cinco anos.

Fazemos tudo isso com muito orgulho, pois assim fomos construídos pelos que nos antecederam. E nem saberíamos ser diferentes.

Estamos totalmente comprometidos com a sociedade brasileira.

Estes três compromissos – com o jornalismo, com a continuidade de nossas empresas e com o Brasil –, são, para nós, indissociáveis. Só com uma empresa que permanece e se sustenta conseguimos produzir jornalismo independente. Só com a busca incessante da verdade – essência do jornalismo – se pode compreender nossas mazelas e identificar caminhos. E só uma sociedade que se reconhece e se valoriza constrói um caminho sólido para um futuro melhor.

Parabéns a todos...

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com